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Segurança, Certeza e Gozo da Salvação (Parte 2)
Segurança, Certeza e Gozo da Salvação (Parte 2)

Segurança, Certeza e Gozo da Salvação - parte 2

 

 

Gozo:
3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO

Ainda assim há muitas pessoas que não são felizes, embora saibam que irão ao o céu já que o Senhor Jesus morreu em favor de seus pecados.

Até mesmo há crentes dos quais se pode dizer que, após sua conversão, tornaram-se mais infelizes que antes.

Como isso é possível?

Até aqui temos aprendido que quem crê na pessoa e na obra do Senhor Jesus está salvo; e que o crente pode estar certo de que os seus pecados estão perdoados ­é o que diz a Palavra de Deus.

A Bíblia ainda menciona um outro fato: que o Espírito Santo habita em todos os que foram salvos.

6 - Imputado significa atribuído.

E quando o caminhar de um crente está em conformidade com a orientação do Senhor, o Espírito Santo poderá manifestar o seu fruto. Esse fruto é como um "cacho", composto por: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,·fidelidade, mansidão e domínio próprio (GALATAS 5,22).

Porém, quando um crente se comporta como alguém que não crê no Senhor Jesus, ou seja, quando peca, ele entristece o Espírito Santo, e o seu fruto não tem como se manifestar plenamente.

Mas será possível que um crente ainda seja propenso a tantos erros, e até mesmo cometa muitos deles? Sim, pois o pecado, que é a origem do mal, ainda está nele. Como descendentes de Adão, todos nós, já desde o nascimento, temos em nós a semente do pecado. Este é o caso até de um recém-nascido, mesmo que este ainda não saiba pronunciar sequer uma palavra má.

"Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (SALMO 51,5).

Também não perdemos a nossa natureza pecaminosa pelo fato de crermos no Senhor Jesus. Pode-se comparar o pecado que habita em nós a uma raiz, uma batata: está oculta sob o solo. Não se vê a raiz, mas pode-se constatar sua existência quando algum broto se manifesta para cima da terra.

A Bíblia adverte-nos para cuidar que o pecado (a "raiz") permaneça sob a terra. E isto só é possível quando o Espírito Santo opera em nossas vidas. Se, contudo, um broto do pecado se manifesta em minha vida, o Espírito Santo se entristece. E, como conseqüência, deixo de estar alegre e contente.

No que tratamos até agora, foi descrito que:

1. Estamos seguros contra o juízo divino porque Cristo morreu em nosso lugar. (SEGURANÇA).

2Baseados naquilo que Deus nos comunica em sua Palavra, sabemos com certeza que os nossos pecados foram perdoados e que nos tomamos Seus filhos7. (CERTEZA).

 3. E agora, recentemente, mencionamos que o gozo de uma alegria autêntica depende de permitirmos ou não que o pecado que está em nós se tome ativo. (GOZO).

Mas, quer gozemos ou não essa alegria, disso não dependem a nossa segurança eterna nem a confiabilidade da Palavra de Deus. Por outro lado, tão logo nós, enquanto filhos de Deus, façamos alguma coisa que entristeça o Espírito Santo, a nossa comunhão prática com Deus Pai e com o Senhor Jesus sofrerá interrupção. Tão logo confessemos os nossos pecados, poderemos outra vez ser alegres e contentes, pois a comunhão estará restabelecida.

7 - Isto, claro, caso já tenhamos dado o passo da fé, convertendo-nos a Deus.

 

A Ilustração da Família

Tomemos como exemplo uma criança desobediente. Nessa condição ela não pode alegrar-se no amor do pai, visto que ele está entristecido pela desobediência de sua criança. Caso ela se achegue ao pai, confessando o seu erro e demonstrando tristeza pelo fato, tudo ficará novamente em ordem entre eles.

Porém, mesmo que desobe­diente, a criança sempre será a filha de seu pai; isto não depende do seu comportamento, mas do seu nascimento. Assim, depois de ter pecado gravemente contra Deus, Davi não orou: "Senhor, restitui-me a tua salvação", mas "Restitui-me a alegria da tua salvação!" (SALM0 51:12).

O mesmo se passa com cada crente. Ao pecar, a sua comunhão com o Pai fica interrompida e ele perde a alegria até que, com "o coração quebrantado e o espírito oprimido" (SALMO 34,18 e 51:17), ele se volte para o Pai confessando-lhe o pecados. Mas, se o faz, também pode estar certo de que o seu pecado lhe foi perdoado - pois a Palavra de Deus diz bem claramente:

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 JOÃO 1:9)

 

O Laço Indestrutível e o Laço Perecível

Todo o filho de Deus deveria saber que o laço entre ele e o Pai não pode ser rompido. Ele é e continuará sendo um filho de Deus. Não há força nesta Terra­ nem o inferno - que possa abalar essa relação.

Mas qualquer ato pecaminoso, pensamento impuro, palavra irada ou mentirosa deita abaixo a comunhão com o Pai. E com isso o filho perde sua alegria.

Caso, então, tivermos perdido a alegria decorrente da comunhão com nosso Deus e Pai, devemos buscar saber qual é a causa disso. Tão logo a tenhamos descoberto, temos de confessar os nossos pecados perante o nosso Pai e também julgar a nós mesmos por não termos sido vigilantes, antes, sendo indiferentes.

8 - Pronunciá-lo,mencionando-o pelo nome.

Não pensemos jamais que Deus considere o pecado de um crente como sendo "menos grave" que o de um incrédulo. Para Deus o pecado sempre é uma abominação (9).

Deus tampouco poderá fechar os olhos quando um dos crentes peca, ainda que o possa fazer com os pecados dos outros que vivem sem Ele e que rejeitam ao Senhor Jesus.

Mesmo assim, existe uma diferença entre os pecados dos crentes e os dos incrédulos.

Todo o que rejeita a Cristo e não se converte a Deus há de arcar, ele próprio, e por toda a eternidade, com as conseqüências de seus pecados.

Os pecados daqueles que crêem em Cristo, Deus já os conhecia antes que tais pessoas tivessem nascido. Quando morreu na cruz, o Senhor Jesus carregou em seu corpo todos os pecados desses que, mais tarde, creriam nEle. Portanto, Ele também morreu por aqueles pecados que o crente comete após sua conversão. Cristo já expiou a culpa por todos esses pecados. As exigências colocadas pela justiça de Deus já foram correspondidas.

Quando um crente peca, ele não fica novamente em débito com a justiça divina. Mas arca com um prejuízo, sim, a saber, quanto a sua comunhão com Deus na condição de Pai.

Quando, porém, um crente impõe silêncio à sua consciência e não dá ouvidos àquilo que o Espírito Santo lhe diz, antes prossegue no caminho do erro, então Deus se vê obrigado a castigá-la. É como um pai quando lida com sua criança desobediente.

Os castigos, a disciplina de Deus, restringem-se aos dias em que seus filhos vivem sobre a Terra. Têm como propósito despertar-lhes a consciência para que voltem dos caminhos errados à comunhão com seu Pai.

Mas às vezes a disciplina divina também tem o caráter de uma punição pelas faltas cometidas. A Bíblia diz o seguinte a esse respeito: "Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo" (1 CORÍNTIOS 11,32).

Infidelidade e mau procedi­mento não alteram o destino eter­no de um crente, cuja base é tão somente a obra realizada pelo Senhor Jesus. É nisso que o crente pode apegar-se para gozar a certeza de sua salvação. Foi o que Deus lhe comunicou em Sua Palavra, e o que Ele falou, isso Ele garante!

9 - Algo detestável

Sempre quando seu proce­dimento não for correto, o crente não tem como ser feliz. Esta foi a experiência de Davi quando, ao pecar, demorou para confessar o seu pecado perante Deus. Desfez-­se sua alegria, desapareceu sua felicidade. Ao compor o Salmo 32, ele faz referência a essa situa­ção: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus os­sos pelos meus constantes gemi­dos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim”.

Deus não tem maior prazer que abençoar a seus filhos. Sendo Pai deseja fazê-los experimentar a Sua maravilhosa comunhão. Se, contudo, trilhamos um caminho errado, sofremos grande prejuízo.

Sejamos, por isso, vigilantes para não entristecermos o Espírito Santo!

Sabemos que Deus nos tem demonstrado muita graça e que nossa ida ao céu está garantida, mas isso não pode fazer com que sejamos indiferentes. Se, contudo, for assim, esso é um indicador de que o nosso coração está num estado bastante lastimável. Estaremos, então, fazendo mau uso da graça. Estaremos, então, desonrando a Deus.

Ao que vive nessa condição, aplica-se a seguinte palavra:

"Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (GÁLATAS 6,7).

 

AGORA, UM  BREVE RESUMO:

 Cristo morreu pelos ímpios (ROMANOS 5,6).

Quem nEle crê, não será julgado; está em plena SEGURANÇA.

Deus garante, em Sua Palavra, que cada crente irá ao céu, à casa do Pai.

Não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (ROMANOS 8,38-39). Nisso podemos confiar; isso asse­gura-nos a CERTEZA da salvação.

 É possível que entristeçamos ao Pai com procedimentos pecaminosos. Com isso estaremos nos privando da bendita comunhão com Deus e Ele terá de nos disciplinar. O que Deus, porém, almeja, é restabelecer a nossa alegria, concedendo-nos um GOZO real depois que lhe tivermos confessado que nos desviamos dEle.

 

Artigo editado livremente com base no texto de GEORGE CUTTING

 

“Eu é que fiz isto”