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Referências para o estudo bíblico
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Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

DESCRIÇÃO DAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA

61. A ressurreição de Lázaro (Conteúdo para dois estudos)

  1. A doença e morte de Lázaro: João 11:1-16.
  2. A conversa do Senhor com Marta e Maria: v.17-37.
  3. A ressurreição: v. 38-44.
  4. A decisão do Sinédrio: v.45-54.

Explicação e ensinamentos

1) A DOENÇA E MORTE DE LÁZARO.

a) A confiança que as irmãs tinham no Senhor e como O amavam.

(Conduza as crianças ao aconchegante e amável lar destes três irmãos, e, também, ao leito da enfermidade de Lázaro. Explique-lhes os cuidados que as duas devem ter tido pelo irmão tão enfermo! Enviaram um mensageiro ao Senhor - uma atitude agradável a Deus, que quer que venhamos a Ele com todos os nossos cuidados (veja *Fp. 4:6-7; *1 Pe 5: 7).

Que é que mandaram dizer­-Lhe? Elas pediram por socorro? Não. Confiaram inteiramente na atuação dEle. Sabiam que Ele faria exatamente aquilo que promoveria o bem delas (Veja *Sl 84: 11-12). Esperaram por Ele; esperaram por notícias dEle; esperaram pela cura do irmão, mas tudo em vão! Quanto não devem elas ter esperado por Ele!

b) O Senhor demorou em acudi-Ias.

Não poderia Ele ter ajudado à distância? (Recorde a cura do servo do centurião e da mulher

cananéia). Por que será que o Senhor permitiu que Lázaro morresse? Até então o Senhor Jesus sempre havia demonstrado o seu poder fazendo o bem e curando e libertando a Israel das garras de Satanás. Mas, desta vez, queria manifestar o Seu domínio sobre a morte. Usando um defunto, iria demonstrar o poder da ressurreição e da vida (v.4).

[O Lázaro morto é uma figura de Israel, assim como de toda a pessoa que por sua condição natural não tem nada a esperar além do juízo. (*Hb 9:27). A ressurreição física dele é uma figura espiritual de Israel, como de qualquer pessoa dentre as nações - mortos em delitos e pecados (Jo 5:25, Ef 2:1-8)].

Este milagre do Senhor Jesus fora de antemão determinado por Deus para glorificação do Seu Filho. Por conhecer a vontade de Seu Pai, o Senhor seguiu sem temor àquele lugar perigoso - a despeito da inimizade do povo judeu. Para Ele ainda era "dia", isto é, tempo de operar. O Senhor não tinha, na verdade, o que temer, pois estava a serviço do Seu Pai. Quem trabalha para Deus está seguro. Quem, no entanto, segue caminhos próprios, este tropeça - Deus lhe obstrui o caminho.

 

2 - A CONVERSA DO SENHOR COM MARTA E MARIA

Explique à classe a tristeza das irmãs quando do falecimento do seu irmão. Muitos vizinhos chegam para apresentar-lhes as suas condolências. Quão bom isto! (*Rm 12: 15). Qual teria sido a resposta trazida pelo mensageiro que voltou? Foram as palavras do Senhor, no verso 4. No entanto, Lázaro tinha morrido! A esperança se foi. Qual seria, agora, o consolo das irmãs? No conceito delas, seu irmão agora não poderia ter parte no reino que esperavam que o Messias fosse estabelecer aqui na Terra.

Mas, finalmente chegou o tão esperado Senhor! Marta, muito preocupada, vai ao encontro dEle. b) Qual o conceito que Marta faz a respeito do Senhor?

1 - Que Ele poderia ter impedido que Lázaro morresse (mas não imaginava que pudesse ressuscitá-lo), e que, sendo Ele o Messias, agora ainda podia receber de Deus tudo o que Lhe pedisse.

2 - Que Lázaro ressuscitaria sim, porém, só no último dia. De que lhe valia essa confiança e fé à face da morte? De nada! Por isso estava desconsolada. Quão grande, contudo, a riqueza que reside na verdade que Jesus então passa a lhe revelar: "Eu sou a ressurreição e a vida ... " (* Jo 11:25-26).

c) Jesus é a ressurreição e a vida.

O Filho de Deus anula o poder da morte e resgata as vítimas deste rei dos terrores. A vitória completa sobre a morte se deu quando, na cruz, Ele venceu a Satanás, que tem o império da morte, e quando então ressuscitou vitorioso. O Senhor foi desde sempre a ressurreição. Ele trouxe a ressurreição e com ela a vida. Quem nEle crê, "ainda que morra viverá" e ressuscitará para a vida eterna. "E todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente" (a saber: todo o que estiver vivendo no tempo da vinda do Senhor, este não morrerá, pois será transformado e, com um novo corpo será arrebatado à morada celeste do Pai - (I Co 15:51. Jo 14:3).

[O homem natural somente possui a vida de Adão, enquanto o crente, pela fé no Senhor Jesus, também recebeu a vida divina (Jo 3: 15 e 36; 5:24; 6:40 e 47; 10:28; I Jo 2:25; 5: 11; Rm6:23).

A morte é o fim da vida física; esta morte porém não abrange a alma, pois a alma é imortal, visto que Deus soprou o fôlego da vida dentro do ser humano. Isso só aconteceu com o ser humano, e não com os animais. Por essa razão todos os homens serão ressuscitados imortais (Jo 5:28­29; At 24: 15), sendo que os que morreram incrédulos irão para a eterna condenação. "Esta é a segunda morte ... " (Ap 20:11­15). Assim, embora todos os homens tenham uma alma imortal, ou seja, embora sejam "imortais", só possuem vida eterna os que de coração crêem no Senhor Jesus. Estes conhecem a Deus, ao Pai e ao Filho (Jo 17 :3), e irão para a glória].

Marta não responde diretamente à pergunta do Senhor (v. 26), mas fez uma confissão magnífica da fé que tinha no Senhor Jesus, o Filho de Deus, que tinha sido prometido como o redentor {compare com isto a confissão de Natanael (Jo 1:49) e a de Pedro (Mt 16:16) e também o Salmo 2}.

d) O encontro do Senhor com Maria

Maria, mais calma e mais conformada do que sua irmã, esperou pelo Senhor em casa.

Marta a chama, pois crê que Maria entenderia melhor as palavras do Senhor (versos 25­26). Ela então sai depressa e faz o que Marta não fez: prostrou-se aos Seus pés. Antes dessa ocasião Maria já estivera assentada a estes mesmos pés, na qualidade de discípula do Senhor Jesus (Lc 10:39; compare com isso Dt 33:3). Agora está aos pés do Senhor em seu luto; mais tarde em adoração (Jo 12:3). Maria falou ao Senhor as mesmas palavras que Marta Lhe havia dito. É bem possível que com essas palavras se haviam consolado mutuamente.

e) A condolência de Jesus

O Senhor, que desceu a nós a este vale da sombra da morte, ao lugar do pranto, sente as nossas dores (compare Is 63:9). Aqui vemos ao Senhor Jesus chorando diante dos efeitos do pecado neste mundo, e em condolência com os seus Ele derrama lágrimas. (v. 33-35). Esta Sua íntima compaixão é mais sublime que Seu próprio poder. Quanto não nos consola esta compaixão! (Hb 2:17;1:25). O Senhor Jesus bem sabia que em mais instantes Ele mesmo transformaria o choro em alegria, ressuscitando o defunto tão pranteado, mas Ele com­partilha dos momentos de pesar dos enlutados e chora com eles.

[Quando, na cruz, o Senhor . suportou o castigo que nós merecíamos, Ele levou sobre Si as nossas dores e os nossos sofrimentos. Ele sujeitou-se debaixo de todo aquele fardo de miséria e dor decorrentes da morte e provenientes do pecado (Is 53:4)].

 

3 - A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO

Acompanhado de Marta, de Maria e dos demais do cortejo, o Senhor, que é a ressurreição e a vida, chega para junto do sepulcro. Marta havia dito ao Senhor que ela sabia que Deus daria a Ele tudo aquilo por que pedisse, mas decerto não cogitava da ressurreição do irmão. Junto ao sepulcro ela até parece suscitar dúvidas quando diz: "Senhor, já cheira mal. .. " As palavras que o Senhor então falou merecem nossa atenção: "Não te disse eu que se creres verás a glória de Deus?" - (Comente com a classe a situação junto ao sepulcro: as irmãs enlutadas com os olhos fitos no Senhor para ver o que Ele irá fazer; os judeus que acompa­nharam o cortejo; as lágrimas nos olhos de Jesus; a multidão tomada de curiosidade etc.). Finalmente a pedra é removida da entrada do sepulcro. E, agora, quando o Senhor clama em alta voz: "Láza­ro, vem para fora", a morte teve que entregar sua presa. Comente também a admiração causada pela aparição do ressurreto e a alegria dos familiares!

[Os discípulos não tiveram o poder para ressuscitar o Lázaro mas puderam desatá-lo, puderam ajudá-lo a se livrar daquilo que o prendia. Assim temos que os crentes não podem dar Vida a ninguém, mas podem servir àqueles que renasceram, por exemplo: por meio do ensino ser-lhes um auxílio a que se movimentem livremente para o Senhor e que agora possam levantar as mãos, outrora manietadas, em gratidão e adoração a Deus.)

 

4. A DECISÃO DO SINÉDRIO

O Senhor havia ressuscitado a Lázaro para que o Filho de Deus o próprio Deus fosse glorificado e para que os judeus cressem (v. 4 e 42). Pela última vez o Senhor bateu na porta do coração e da consciência dos judeus. Desta vez não havia como atribuírem ao diabo a obra realizada pelo Senhor Jesus (Mt 9:34; 12:24), pois eles mesmos o tinham ouvido orar a Deus, o Pai, antes do milagre. Mas, embora muitos desde então cressem no Senhor, não foi assim com os líderes do povo: estes decidiram matar a Jesus. Nota-se que, quanto mais o Senhor Jesus manifestava Sua glória como Filho de Deus, tanto mais os homens demonstravam sua inimizade contra Ele (Jo 10:30-31; 11:40 e 53). Desde então o Senhor já não mais se mostrou publicamente, nem no templo, nem entre o povo. Ficou no deserto e entre os Seus em Betânia. Aí havia sossego e refrigério para Ele. O povo O havia rejeitado.

 

A ÚLTIMA VIAGEM DE JESUS A JERUSALÉM

62. O Cego de Jericó

  1. Jesus prediz os Seus sofri­mentos: Lucas 18:31-34.
  2. A cura do cego: versos 35-43.

Explicação e ensinamentos:

Após a ressurreição de Lázaro, o Senhor manteve-se oculto, até próximo à páscoa (Jo 11 :54). Seu último milagre resultara em inimizade e ódio por parte dos líderes do povo; os quais (confor­me já foi visto em Jo 11:53) decidiram matá-LO. Com isto encerra-se a carreira do Senhor Jesus enquanto profeta.

O Senhor sobe agora pela última vez a Jerusalém para, na qualidade de rei, realizar Sua entrada triunfal. .. e ser rejeitado. No lugar onde devia estabelecer o Seu trono, ali... Ele iria sofrer e morrer por nós. Vemo-LO, pois, dirigindo-se a Jerusalém, e falando dos Seus sofrimentos e morte(v. 31-33). Estes sofrimentos e morte já tinham sido preditos pelos profetas (veja Is 53).

O caminho aproxima-se de Jericó, cidade amaldiçoada (Js 6:26; I Rs 16:34); e aqui neste lugar de maldição o Senhor ainda revela a Sua graça: CD para com o mendigo (o cego), que O reconhecera como o "Filho de Davi" (v. 35-43); e ® para com o publicano, que era um "filho de Abraão (o pai de todos os que crêem): Lc 19:9.

Descreva à classe a lamentável situação do pobre Bartimeu, assentado à beira do caminho, cego, bem miserável, esmolando, até que, de repente, nota a aproximação do Senhor. Agora ele clama por socorro. Enquanto a multidão curiosa O tinha como "Jesus, o Nazareno", ele clama a "Jesus, Filho de Davi" e (em Mt 20:30): "Senhor, Filho de Davi". Reconhecendo-O, portanto, como o Messias prometido. A multidão procura fazê-lo calar, mas no seu imenso anseio por salvação, ele clama cada vez mais.

O mesmo acontece também hoje: Quando uma alma procura a salvação, a multidão faz tudo para acalmá-la; contudo, a alma que sente o profundo desejo der ser salva supera todos os empecilhos, vem ao Senhor Jesus, i e recebe a salvação e paz.

O Senhor, como sempre, também aqui, movido de íntima compaixão, atendeu ao clamor. Ele para e pergunta ao cego:

"Que queres que eu te faça?" ­O jovem rico também tinha perguntado: "que/arei?", mas a atuação do homem não produz, nem vida eterna, nem visão, nem qualquer outra coisa boa. Quando, porém, o Senhor opera, então seus feitos resultam em uma obra completa e salvadora.

Bartimeu, quando interrogado a respeito do seu desejo, não hesitou, mas disse logo: "Senhor, que eu tome a ver." Não pediu que o Senhor amenizasse a situação dele, ou que lhe desse uma esmola, mas que o libertasse daquela condição miserável.

Pergunte à classe qual seria a resposta de cada um a essa pergunta do Senhor: "Que queres que eu te faça?" O Senhor concedeu aquilo que a fé esperava. Ele diz: "Recupera a tua vista!" Ele é o "Criador de todas as coisas", é Ele quem disse: "Haja luz!" (Gn 1:3; Cl1:16).

Bartimeu creu e logo viu, e seguiu ao Senhor, glorificando a Deus (*SI30:2,11,12). Ele o se­guiu espontaneamente, enquanto o jovem rico, apesar de convidado, o não seguiu (v.23).

[Bartimeu confiava na graça, por isso sua gratidão e disposição de seguir ao Senhor, ao passo que o jovem rico apoiava-se na lei - não havia, portanto, motivo para gratidão].

 

63. Zaqueu.

Lucas 19:1-10.

Explicação e ensinamentos:

Zaqueu era chefe dos publicanos - os encarregados de recolher os impostos alfandegários -; assim sendo, os demais publicanos prestavam contas a ele. Os tributos eram arrendados pelo estado romano a arrendatários chefes (ou autônomos) que, por sua vez, os arrendavam a seus funcionários. Aplicava-se impostos na aquisição de frutas, peixes e outros produtos que pelo caminho marítimo entravam ou saíam da Palestina, Geralmente os publicanos cobra­vam acima da tabela ou da previsão legal; queriam enrique­cer-se à custa daquilo que não lhes pertencia. Eram gananciosos e trapaceiros, e, por isso, odiados.

Zaqueu morava em Jericó, cidade mercantil, e, por isso, importante posto aduaneiro. Jericó significa: "Cidade das Palmeiras". A cidade como tal era bela, mas debaixo de suas palmeiras estava alojada a miséria (exemplos: Bartimeu - pobre e cego; e Zaqueu, manchado pela culpa e pecado, e sem paz). A história de Jericó não lhe confere boa reputação. Josué teve de arrasar esta cidade, e proferir sobre ela a sentença da maldição (Js 6:24-26) porque seus moradores tinham-se rebelado contra Deus, resistindo aos Seus propósitos. Jericó lembra o mundo, que desde a queda do gênero humano (em Adão) tornou­-se o cenário do poder de Satanás. Nos dias de Acabe, rei que foi muito ímpio, Hiel, de Betel, procurou reconstruir esta cidade opondo-se à expressa vontade de Deus (leia 1 Rs 16:24). Da mesma maneira há figuras (políticas ou religiosas) que em nossos dias procuram melhorar o mundo, mas ele nunca deixará de ser um vale de lágrimas e de sombra da morte. Quão grande graça se manifestou a nosso favor no fato de o Filho de Deus ter vindo até nós em Seu eterno amor, para buscar e salvar o que se havia perdido! Esta graça foi revelada também a Zaqueu, na ocasião em que o Filho de Deus fazia sua última viagem a Jerusalém.

Zaqueu era rico e é óbvio que, na qualidade de chefe dos publicanos, era invejado. Contudo, alguma coisa faltava ao seu coração. Sim, ele não gozava ainda do descanso, da paz com Deus­ ele não possuía a verdadeira riqueza. Qual teria sido o anseio de Zaqueu ao ouvir que Jesus estava chegando a Jericó!

Que prazer para um coração sem paz, poder ter um encontro com o Príncipe da Paz! Este dia marcou a vida de Zaqueu. As fraudes e a vida em pecado já vinham perturbando a consciência de Zaqueu por muito tempo. Ele, certamente, já tinha se arrepen­dido dos pecados e agora anseava por perdão, salvação e paz interior. Mas como ficar livre de sua culpa? Zaqueu conta ao Senhor Jesus o que vinha fazendo para aquietar sua consciência: dar a metade dos seus· bens aos pobres, e restituir quadruplicando o que porventura houvesse adquirido fraudulosamente. Atitudes louváveis - mas nada dava paz. Ao devolver quadru­plicado o que houvesse adquirido ilicitamente ele estava fazendo mais do que a lei exigia. A lei previa a restituição da quantia defraudada, mais um quinto desse valor (veja Lv 5:16). O que, contudo, Deus tinha determinado quando de uma fraude, era que se sacrificasse um cordeiro (veja Lv 5: 15), o que dá a entender que não somos capazes de remover um pecado sequer; qualquer transgressão implica o sacrifício de um substituto, o que lembra a morte expiatória de Cristo. O

verdadeiro e único  tem sua base nesse sacrifício do Senhor Jesus na cruz. Só este perdão pode nos dar paz interior, "visto que ninguém será justificado diante de Deus pelas obras da lei..." (Rm 3:20).

Este versículo é, por si só, respaldo suficiente para se dizer que Zaqueu até então não possuía paz. O que houve nele era arrependimento, mas faltava-lhe aceitar a Cristo em sua vida. Quando, então, soube que o Senhor Jesus passaria por Jericó, Zaqueu apressou-se para vê-LO. Esperava receber Dele o tão desejado perdão.

Agora, no entanto, Zaqueu se depara com uma dificuldade: sua pequena estatura. Como temesse não conseguir ver o Senhor em meio à multidão, Zaqueu correu adiante e subiu num sicômoro. Sem dúvida, a multidão admirou-­se da sua atitude; certamente, alguns zombaram dele. Zaqueu não se preocupa com isso. Para ele, o que importava era a salva-

ção da alma. Escondido na copa da árvore pensava poder observar o Senhor, sem ser visto por Ele. Mas Zaqueu se engana. - Descreva à classe o desenrolar daqueles momentos: A multidão vem se aproximando. Zaqueu já consegue distinguir a pessoa de Jesus; o coração bate mais forte. Agora o Senhor para e olha para cima; os olhos do Senhor, cheios de compaixão, encontram-se com os de Zaqueu; e mais: Ele chama-­o pelo nome: "Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar em tua casa."

Que grande graça! (veja * Is 42:3; *Lc 4: 18-19). Qual teria sido o motivo de o Senhor hospedar-se na casa de um pecador, como o era Zaqueu? Porque este pecador procurava sinceramente pelo perdão. Também porque creu no Senhor Jesus e O recebeu em sua casa com alegria. Os judeus, por julgarem-se melhores do que Zaqueu, murmuravam porque o Senhor entrara na casa de tal homem. Os judeus não conheciam sua própria maldade, não sentiam a necessidade de salvação. Descreva à classe o júbilo de Zaqueu, e os frutos da sua nova vida: a alegria no Senhor e a evidência de seu arrependimento. No momento em que creu no Senhor Jesus ("hoje") houve salvação em sua casa. Nesse caminho, cuja base é a fé, Zaqueu é considerado "filho de Abraão (*Hb2:16; Rm 4:2). Para aqueles que reconhecem sua miséria e perdição há um Salvador (v 9­10).

 

64. A Unção em Betânia

João 12:1-8.

Explicação e ensinamentos:

O Senhor Jesus passou por Jericó e foi para Betânia, onde passou o sábado. No dia seguinte deram­-Lhe uma ceia, e Marta os servia (v.2). Desta vez, ela não está queixosa por ter de servir (como daquela vez - Lc 10:40). O que mais lhe interessa já não é mais o serviço, porém o Senhor a quem servia.

A unção da cabeça, naquele tempo, era uma demonstração de respeito, sim, era uma homenagem que se prestava ao hóspede (compare SI 23:5). Maria, porém, ungiu também os pés do Senhor. Os pés, normal­mente, eram lavados somente com água. Mas, para Maria o Senhor era muito valioso. O bálsamo que ela usou era muitíssimo caro (300 denários, que, segundo Mt 20:2, era o salário de um ano). Porque Maria estima tanto ao Senhor a ponto de Lhe dedicar tudo isso? Porque

O conhecia como o Filho de Deus, o Senhor da Glória, o Messias, sim, como seu Salvador pessoal. Afora isso havia ressuscitado a seu irmão e ... estava agora, Ele próprio, a caminho da morte. Maria sabia que o Senhor estava para ser morto, visto que não foi em vão que ela ficara assentada aos Seus pés, ouvindo-O falar a respeito da Sua missão como Cordeiro de Deus. Aliás, a esse respeito já falavam Moisés, os profetas e os Salmos (veja Lc 24:25). Maria havia escolhido a boa parte, que não lhe seria tirada. Assim preparada, ela pôde agora realizar aquela "boa obra" ungindo ao seu Senhor no momento apropriado (Mt 26: 12). O Senhor Jesus explica o ato dela, dizendo: " ... ela o fez para o meu sepultamento". As outras mulheres chegaram tarde para embalsamá-LO (veja Mc 16: 1-6). Só Maria chegou em tempo hábil. Judas (o Iscariotes) e alguns dos outros discípulos - talvez contagiados pela atitude de Judas (veja Mc 14:4)-murmuraram. O que o Senhor fala, em resposta, não é uma orientação para que não se dê aos pobres,ao contrário Ele nos estima para isso (At. 20:35); o que o Senhor quis enfatizar, ou salientar, é que aquilo que Maria tinha feito não era desperdício, mas algo agradável a Deus. E que por isso o ato dela seria comentado no "mundo intei­ro" (veja Mc 14:9), assim como também "toda a casa" se havia enchido da fragrância do nardo. Os que estavam na casa tiveram uma mostra do grande valor que Cristo representa para o coração do crente. É uma nobre tarefa para o crente difundir o bom per­fume de Cristo (*2 Co 2: 15-16).

[Maria com o bálsamo é uma figura dos crentes adorando a Deus o Pai e ao Senhor Jesus (I Pe 2:5; Hb 13:15). Marta representa o crente a serviço do Senhor (veja C13: 24). Lázaro lembra o aspecto do crente que, como ele, também estava morto e que agora recebeu vida (veja Ef 2:2-5), tendo comu­nhão com Cristo, o que é simbo­lizado pela mesa à qual se achava com o Senhor (veja 1 Jo 1:3).

Dessa forma, vemos nestes três irmãos de Betânia três características do crente sadio: comunhão, serviço e adoração].

 

65. Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

(conteúdo para dois estudos)

  1. O cortejo: Mateus 21:1-9.
  2. A anunciação da destruição de Jerusalém: Lucas 19:41-44.

 

  1. A chegada a Jerusalém: Mateus 21:10-11.
  2. A adoração dos gregos:

João 12:20-24.

Explicação e ensinamentos:

A páscoa estava próxima, o que, dada à solenidade, atraía visitantes de muitas cidades vizinhas (Jo 11:55). Jerusalém também recebe Pilatos com a sua corte, vindo de Cesaréia, e Herodes com sua comitiva, vindo de Beréia. Muitos na festa procuravam a Jesus: "Que vos parece? Não virá ele à festa? "­perguntavam. O Senhor se havia ocultado deles, desde que havia ressuscitado a Lázaro (Jo 11:54). Mas, finalmente, soube-se que Ele estava em Betânia e que viria à festa. Grande multidão foi ao encontro dEle, para recepcioná-­LO. O Senhor, por sua vez, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta (*Zc 9:9), prepara­-se para sua entrada em Jerusalém na qualidade de rei, contudo (como fora anunciado) em toda a humildade e mansidão, montado num jumentinho, e não num cavalo (o qual é símbolo de guerra: veja Ap 19:11).

Betfagé fica no caminho de Betânia a Jerusalém. O dono do jumentinho era, provavelmente, um discípulo do Senhor Jesus. Grande multidão acompanha o Senhor desde Betânia, enquanto outra vem de Jerusalém para encontrar-se com Ele (Jo 12: 12). Todos saúdam-NO e O adoram como rei, segundo o costume do Oriente, estendendo suas vestes pelo caminho, e com ramos de palmeiras (símbolo da paz) fizeram como que um tapete, sobre o qual Ele andasse. Deus havia operado com o seu poder nos corações do povo, de modo que acolheram o "Filho de Davi" com as palavras do Salmo 118. Este Salmo soleniza o reinado pacífico que será realizado pelo Messias. Quão feliz poderia Israel ter sido, se tão somente seus corações estivessem preparados!

Qual é, a essa altura, a atitude dos principais do povo? Estão sem ação, impotentes diante do acontecido (Jo 12:19). E os romanos - o que dizem? Emudeceram perante Deus, que guia os corações de todos os homens como a correntes d' água.

Qual terá sido a intenção de Deus, com referência a essa entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, visto saber que seria rejeitado? O Senhor queria oferecer mais uma vez a salvação e a Sua glória a este povo que depois do maior milagre - a ressurreição de Lázaro - não tinha mais desculpa (pois tal milagre não dava margem para qualquer indecisão dos corações). Ademais, Deus não poderia permitir que o seu Filho fosse rejeitado sem que primeiro o povo tivesse testemunhado que Ele era o Messias e Rei. Se Israel O rejeitasse apesar de tudo isso, então fá-lo-ia de caso pensado, ou seja, decididamente, não podendo, portanto, apresentar nenhuma desculpa.

Antes de o Senhor chegar a Jerusa1ém, vendo a cidade, chorou sobre ela. O Senhor sabia muito bem que aquele "Hosana" cederia muito breve a um "crucifica-O!", e que Jerusalém, diante de tamanha culpa, sofreria a destruição (o que de fato aconteceu por volta do ano 70, por mão dos romanos). A visitação de Deus, em graça, na pessoa do Senhor Jesus, que viera para cumprir Suas promessas, o povo não havia reconhecido. Por essa razão, este povo não mais servia para ser um testemunho, sendo, assim, posto de lado, "a vinha foi dada a outros".

Naquele tempo os judeus caíram sobre a "pedra de tropeço"; quando Ele vier do céu esta mesma pedra cairá sobre eles, em juízo. (Mt 21 :44).

Aplique essa "dureza de coração" do povo de Israel àqueles que cedo e muitas vezes ouviram a Palavra de Deus, contudo não se converteram. Quão grande a responsabilidade e quão duro o juízo! O mesmo juízo também virá, um dia, sobre toda a cristandade - os que apenas levam o nome de cristãos, mas não o são em verdade (veja 2 T s 2:8-12 e Pv 1:24-26).

Os gregos que vieram a Jerusalém eram adoradores dentre os gentios (prosélitos), que tinham ouvido a respeito de Jesus. Quanto desejo de vê-LO não manifestaram eles! Quanto motivo de humilhação para os judeus, em cujo meio Ele andava e operava, e que para eles, apesar de tudo, nada representava. Tam­bém hoje há muitas crianças pagãs que alegrar-se-iam em ouvir falar das maravilhas do Senhor Jesus, e que com prazer O aceitariam como Salvador, enquanto filhos de crentes têm a oportunidade de fazê-lo, e o não fazem.

A rejeição do Senhor Jesus evidenciou a perversidade do coração humano. É devido a esta condição que o Senhor Jesus teve de morrer na cruz, para se tomar o meio de salvação.

Tanto o judeu quanto o grego, não podiam alcançar a bem­-aventurança da glória e da comunhão com o Senhor; era­-Ihes necessário que primeiro fossem salvos.

O que diz o Senhor? Leia * Jo 12:24. Ele, o "Filho do homem" , o "último Adão" (I Co 15:45) era este "grão de trigo".

Quem nos dias de hoje aceitar este Senhor rejeitado, também dividirá com Ele o desprezo. Os judeus daquele tempo esperavam honras ao invés de desprezo, por isso o Senhor teve de dizer-lhes aquelas sérias palavras do verso, 25 *: "Quem ama a sua vida, perde-a; mas quem odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna." (Compare também 1 Jo 3: 1-2).

Recordemos o aspecto em que o Senhor se manifestou, e como foi honrado, nas seguintes ocasiões:

1 - Quando da ressurreição de Lázaro: como "Filho de Deus" (veja Jo 11:4; 12:28);

2 - Ao entrar em Jerusalém: como "Filho de Davi" -o Messias prometido (Mt 21 :9; Jo 12: 13);

3 - Perante os gregos e gentios que O procuraram: como o "Filho do homem" ( v 23).

Sob este título (Filho do ho­mem) que conquistou tomando- ­Se homem, Ele será, um dia o juiz do mundo, o cabeça de toda a hu­manidade, sim, de todos os reinos da terra (Mt 25:31-32; SI 8:4-6).

  • Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam decorados as citações entre os colchetes [  ] requerem um maior conhecimento bíblico, e podem ser deixadas de lado conforme a idade das crianças.

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - Hebreus 9 (Parte 1)