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Referęncias para o estudo bíblico
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Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

* Sugere-se que os versículos indicados em asteriscos (*) sejam memorizados.

OS ATOS DOS APÓSTOLOS

105) Paulo é preso em Jerusalém

  1. O aprisionamento de Paulo: Atos 21:15-40.
  2. Sua defesa perante o povo: Atos 22.
  3. Paulo perante o Sinédrio: Atos 23:1-9.
  4. A trama dos judeus e sua remoção para a Cesaréia: Atos 23:11-35.

Explicação e ensinamentos:

1. Os crentes de Jerusalém e o apóstolo Tiago1 receberam de bom grado Paulo e seus acompanhantes. Mas ocorre que estes ex-judeus ainda observavam a Lei, e agora desejavam que Paulo demonstrasse aos judeus evidências de sua consideração e observância à Lei. Paulo se viu envolvido numa situação delicada: requereram dele a observância de preceitos humanos (legais), e ele estava cedendo. Caso Paulo recusasse ceder ao apóstolo Tiago e aos cristãos judeus, ganharia força o boato de que ele estaria instruindo os judeus entre os gentios a apartar-se de Moisés; caso atendesse ao desejo deles, daria suporte à ignorância e ao legalismo vigente entre os crentes judeus. Paulo cedeu ao conselho de Tiago e dos anciãos e, desta forma, deixou de corresponder à posição cristã e à plena verdade que nos foi dada em Cristo. Sucumbiu por causa do apego natural ao seu povo, os judeus, do qual Deus o havia retirado e enviado às nações (At 22:21 e 26:17). Deus também não abençoou o procedimento do apóstolo, que desta forma pretendia facilitar o acesso dos judeus ao Evangelho. Mas, pelo contrário, em decorrência disso, ele se tornou um prisioneiro pelo resto da vida.

(1) O mesmo que deu o parecer decisivo quando da controvérsia se os cristãos gentios deveriam ou não circuncidar-se e guardar a lei (At 15: 13). Não é, porém, o autor da epistola de Tiago. 

Havia ali quatro homens que tinham feito um voto. Paulo deveria assumir as despesas necessárias para efetuar a oferta de purificação deles. Tratava-se de crentes judeus que eram pobres. Como Paulo também tinha feito um vot02 (At 18: 18), juntou-se a eles e arcou com as despesas do sacrifício. (Devido os altos custos envolvidos, a pessoa que pagava pelo sacrifício de um pobre era considerada especialmente fiel e piedosa.) Assim Paulo testificou sujeição à Lei, mas foi justamente isso que o fez cair nas mãos de seus inimigos.

Nenhum incircunciso podia pisar no pátio interno do Templo (aqui simplesmente chamado "templo"), sob pena de morte; cercas e grades faziam separação dos pátios externos. Para os judeus isso seria uma profanação do Santo Lugar (At 21:28-29). Os romanos toleravam esta restrição com vistas a lisonjear um pouco o orgulho judeu. Os judeus assumiram equivocadamente que Paulo tivesse introduzido no templo a Trófimo, um cristão de origem gentia, incorrendo na pena de morte. As portas foram imediatamente fechadas para que o Templo não fosse contaminado pelo sangue dele, ou para evitar que Paulo, buscando refúgio, alcançasse os chifres do altar (1 Re 1:50). Localizada atrás do Templo, e mais elevada que o pátio, estava a fortaleza Antonia, assim nomeada por seu construtor, Herodes, o Grande, em homenagem a seu protetor, o romano Triumvirus Antonius. Uma escada aberta e caminhos cobertos faziam comunicação com o Templo. A fortaleza estava sempre ocupada' por uma tropa romana, que, especialmente nos dias de festa, vigiava o pátio de postos estratégicos. Foi assim que o motim rapidamente chegou ao conhecimento do comandante da força, que, pelos desígnios divinos, interveio para salvar o apóstolo.

(2) Eram votos de um nazireu (leia Números 6!), mas que também era feito em agradecimento a Deus pela salvação de perigos de vida. Um voto geralmente durava 30 dias. Decorrido esse período, era necessário oferecer um sacrifício.

2. Em sua fala ao povo, Paulo utilizou a língua hebraica. Foi um gesto sábio e amoroso para com o povo. As circunstâncias que ele mencionou visavam igualmente ganhar a simpatia do povo (At 22:3,12,14,17). Mas a reação deles... evidenciou nada mais do que um terrível ódio contra os propósitos da graça de Deus e contra a salvação que Ele oferece em Cristo, como também a inimizade deles contra as nações.

Paulo esquivou-se dos açoites recorrendo à cidadania romana. Um cidadão romano não podia ser aprisionado ou fustigado sem prévia investigação; e ainda podia recorrer a César, para que ele o julgasse.

3. Paulo transgrediu o decoro devido ao sumo sacerdote, mas confessa o erro (recorde a mansa atitude do Senhor na mesma situação: Jo 18:22-23; Ele, e somente Ele, era perfeito! - * Jo 8:46, * Tg 3:2). A palavra de Paulo não estava impregnada de graça; antes, era uma mensagem de juízo não operada pelo Espírito Santo. Talvez até mesmo o fato de dizer-se fariseu, obtendo o apoio dos fariseus, mas a oposição dos saduceus liberais (que negavam a existência de anjos e a ressureição), tivesse sido muito mais a sabedoria humana de Paulo do que uma operação do Espírito. Mas o Senhor velava por seu servo (SI 35:7, 56:2-4; * 34:19) e o encorajou mediante uma visão noturna (como também em At 18:9).

4, Como tinham decaído esses anciãos e os principais sacerdotes: Ei-los cúmplices na conspiração contra a vida do apóstolo! (veja também Dt 16:18-19 e * Is 5:18,20).

 

106) Paulo sob Félix

  1. A audiência de Paulo na presença dos maiorais dos judeus: Atos 24:1-23.
  1. Paulo perante Félix: Atos 24:24-27.

Explicação e ensinamentos:

Paulo havia sido encaminhado pelo comandante Claudio Lísias a Félix, o governador romano em Cesaréia. Félix era um homem ganancioso, cruel e imoral. Vejam como Tácito, um escritor romano, refere-se a ele: "Com toda a crueldade e devassidão, ele exercia o poder de um tirano no espírito de um escravo; imaginava ter o direito de cometer impunemente toda a sorte de crimes". Que triste juiz este!

Os méritos apontados por Tértulo, o advogado convocado pela acusação, são mentiras; visavam agradá-lo enquanto injustamente apresentavam o piedoso apóstolo como um agitador, líder de uma seita e profanador do Templo. Com mansidão, Paulo rebate às três acusações e em seguida apela com instância à consciência de todos os presentes, sem distinção de pessoas. (Pode-se traçar paralelos com o testemunho de Jesus perante Pôncio Pilatos: 1 Tm 6:13, de Elias perante Acabe: 1 Re 17 e 18, de Jeremias perante Zedequias: Jr 32-38, de Daniel e seus amigos perante Nabucodonosor: Dn 1-4). Especialmente na segunda audiência, o prisioneiro, alguém que fora libertado por Cristo, anuncia ao seu juiz, um pobre prisioneiro de Satanás, o juízo de Deus sobre a maldade. O juiz treme e ordena que o retirem. É provável que jamais um casal tão imoral tenha tido diante de si um pregador tão poderoso (Félix e Drusila, que era judia, bisneta de Herodes, o Grande).

Deus havia concedido a Félix um dia de graça abundante. Ele agora sabia "mais acuradamente das cousas com respeito ao Caminho" (a saber, o cristianismo, que já havia alguns anos tinha chegado à tropa romana em Cesaréia: At 10). Para Félix, aquele era o momento da decisão. Contudo, embora profundamente tocado, ele foi leviano com sua consciência e convicção. Deixou de arrepender-se e adiou sua conversão para mais tarde... e ela provavelmente jamais aconteceu. Como é sério o que Deus diz em * 2 Co 6:2 e * Hb 3:7, Félix poderia ter libertado a Paulo, mas o amor ao dinheiro (* 1 Tm 6:10) e sua má consciência (resultante de muitas atrocidades e injustiças) não lhe permitiam tal ato. Ele cria ser mais importante assegurar o apoio dos judeus, para que, quando de sua transferência do cargo que ocupava, estes não o acusassem perante César (o que, contudo, acabou por acontecer: Félix terminou sendo executado - * Pv 5:21-23).

 

107) Paulo sob Festo

  1. Paulo perante os maiorais dos judeus: Atos 25:1-12.
  2. Paulo perante Agripa: Atos 25:13 a 26:1-32.

Explicação e ensinamentos:

1. Embora fosse mais justo que Félix, Festo, o governador da província nos anos 60-62 d.e, também buscava o favor dos homens (At 25:9). Os maiorais dos judeus repetem perante ele suas acusações contra Paulo. Embora não tenha cedido a ponto de entregar o apóstolo prisioneiro nas mãos dos judeus (At 25:3-4), ele, contudo, estava propenso a permitir que fosse julgado em Jerusalém (At 25:9). Foi então que Paulo, para escapar dos judeus, apelou ao imperador. Pode-se dizer que esse foi um gesto humano de Paulo, mas o Deus fiel valeu-se da fraqueza de Seu servo para poupá-lo e levá­-lo até Roma, onde ele deveria dar testemunho a respeito de Cristo (At 23: 11). Jerusalém, o centro religioso dos judeus, rejeitou este testemunho; o que faria Roma, o centro do poderio das nações3? Assim como aconteceu a Jesus, que, rejeitado pelos judeus, foi entregue às nações, o mesmo sucedeu a Paulo. Que privilégio para Paulo comungar dessa forma os sofrimentos de Cristo! [Havia certas diferenças, contudo: o Senhor foi perfeito em todos os aspectos; Deus O enviou aos judeus e Ele perseverou em Jerusalém (Fp 2:8). Paulo, por sua vez, foi enviado às nações e, ao invés de seguir até Roma, mesmo advertido (At 21:4), retomou a Jerusalém.]

2. Para encaminhar o prisioneiro a Roma, Festo precisava emitir um relatório. Porém, como não havia motivo para tal ação, ele pediu a Agripa que o auxiliasse no parecer. Este rei, Herodes Agripa II (4), neto de Herodes, o Grande, tinha apenas o título de rei. Ele já estava informado acerca do cristianismo e agora, ao menos ,por curiosidade, queria ouvir Paulo. Mas vejam quão grande e maravilhosa é a graça de Deus que, por meio de um apóstolo prisioneiro, faz anunciar o evangelho a tantas pessoas, inclusive de elevada posição (* Ez 18:23; * 1 Tm 2:4).

3 No quarto império mundial.
• As citações entre colchetes [ J pressupõem maior conhecimento bíblico e podem ser deixadas de lado conforme a idade dos alunos.
4 No Novo Testamento quatro monarcas levam o nome Herodes: (1) Herodes, o Grande, sob o qual nasceu Jesus - Mt 3; (2) Herodes Antipas, que ordenou a execução de João Batista e zombou de Jesus (Lc 3:19; 9:9: 13:31-32; 23:7; Mc 8:15; Mt 14:1,1O); (3) Herodes Agripa I, que ordenou a execução do ancião Tiago (At 12:1-3; 19-23) e (4) Herodes Agripa 11, com quem Paulo teve uma audiência (At 26).

O prisioneiro, no tocante a valores como pureza moral e dignidade, estava muito acima de seus juízes e audiência. (Agripa era um homem imoral, e Berenice, mais ainda, pois já fora casada duas vezes. Some­-se o fato de ser ela ainda meia- irmã de Agripa,· e, por essa razão, não podia ser a esposa dele.) Com a ousadia e sinceridade de um homem que vivia na presença de Deus, Paulo discursou visando alcançar a consciência de seus ouvintes. Apesar de tudo o que sofreu, seu coração estava tranquilo e feliz em Jesus. Ele falou da vida que levava anteriormente e do que veio depois, a conversão a Jesus, o Salvador, que agora era a razão de seu viver e o motivo de seu gozo. Não havia prisão, dificuldades ou morte que pudessem diminuir este gozo. Paulo passou dois anos na prisão e agora estava perante Agripa, inabalado no poder de sua fé (*Sl 84:7). Ele não mencionou seus sofrimentos. Ao redor dele, estava o mundo em seu brilho e pompa (At 25:23), mas nada mais o atraía; ele estava cego para essas coisas, pois conhecia e possuía outra glória muito superior (*2 Co 4: 16-18; *Fp 1:21; 3:7-10; *2 Co 3:18).

O desejo de Paulo era que seus ouvintes não somente se convertessem, mas também usufruíssem a mesma felicidade que ele gozava em Cristo: que fossem tomados pela paz no Senhor (*ls 61:10; *Sl 23). Apenas não lhes desejava as algemas. O molde de suas palavras era singular, revelando um coração feliz, um zelo divino e um terno amor que visavam o bem e a salvação dos perdidos. Por serem os seus ouvintes ainda prisioneiros de Satanás, não havia algo maior que ele pudesse desejar-lhes do que a plena salvação e a participação nessa felicidade que o abraçava em tão rica medida. A consciência de Agripa certamente foi tocada, mas ele quis disfarçar a incômoda referência de Paulo à sua profissão judaica com uma resposta depreciativa: "Por pouco me persuades!" (At 26:27­-28). O mundo e seus deleites obstruíam-lhe o caminho para tornar-se um cristão. Ah, quantos por pouco" se converteram e se salvaram; porém nunca o fizeram! Festo foi exemplo de um homem espiritualmente morto; ele considerou Paulo um louco (*1 Co 2:14).

Ainda que a inocência do apóstolo tivesse sido reconhecida pelo juiz (At 26:31) e constatada pelo mundo (*SI 37:5), ele não foi libertado. O mesmo aconteceu com o Senhor. Pilatos três vezes atestou: "Não acho culpa alguma neste homem", e ainda assim ordenou que O crucificassem. Apesar dessas semelhanças, que diferença há entre Paulo, o servo, e Cristo, seu Salvador e Senhor! Jesus ofereceu-Se em sacrifício em prol da honra de Deus e para resgatar a todos por meio da graça. Ele recorreu somente a Deus. Paulo apelou a César e recorreu aos direitos que os homens lhe outorgaram. Mas Deus valeu-Se isso para cumprir o Seu propósito de levá-lo para Roma. O Senhor da glória somente respondeu quando teve de dar testemunho da verdade; e essa verdade era a glória de Sua pessoa; Ele era o Filho de Deus (Jo 19:7). A fala de Paulo visava testificar sua inocência e assegurar sua liberdade.

 

108) Atos 27 e 28.

Explicação e ensinamentos:

O ministério do apóstolo em liberdade tinha chegado ao fim. Mas entre ele e Deus estava tudo em paz e havia gozo. Tudo devia cooperar para sua salvação, a saber, para a vitória final na luta contra Satanás (*Fp 1: 19-20). O propósito de sua vida era a glorificação de Cristo.

Agora vemo-lo na viagem a Roma, embora prisioneiro, como se fosse o senhor e mestre do navio; o que Deus lhe comunicava, Paulo repassava como recomendação (At 27:10,22-25, 31,34). A princípio, os condutores do navio rejeitaram o conselho do apóstolo inspirado por Deus, orientando-se pela própria experiência e pelas circunstâncias: um vento brando que soprava do sul e os atraía para o mar aberto. Eles até mesmo imaginaram ter alcançado o que almejavam. Oh, confiaram no vento e colheram uma tempestade! Assim também muitos cristãos se fazem surdos às advertências divinas e enveredam por seus próprios caminhos; mas não demora, e o vento enganador (as circunstâncias favoráveis) se transforma numa tempestade perniciosa (*SI 62:5-7).

Em apuros, a tripulação estava abatida e amedrontada ­não havia confiança em Deus no coração deles. Paulo, porém, tinha coragem, paz e gozo. A noite sombria, as ondas ameaçadoras e o estrondoso borbulhar da correnteza não lhe infligiam terror, pois ele vivia na comunhão com o seu Deus. Como é preciosa a fé! Que contraste vemos na conduta de Paulo em meio à tempestade com a de Jonas, que estava fugindo para não cumprir a instrução divina (*SI 46:1-5; Pv 12:28; 18:10 e 28:1).

Os marinheiros precisavam orientar-se pelas estrelas, e o céu encoberto (v. 20) fez com que ficassem desnorteados.

Paulo proferiu um belo testemunho (At 27:23-25) e a seguir orou em público. Os que são fiéis e justos sempre atuam como canais que Deus usa para revelar Seus pensamentos e caminhos em meio às dificuldades. Lembremos de José perante o Faraó ou de Daniel perante Nabucodonosor! Os crentes de hoje dispõem da orientação segura da Palavra e do Espírito de Deus (*SI 119:105 e Jo 14:26; 15:26; 16:7,14).

Em Malta vemos o testemunha de Deus operando em poder. Veneno e doença cederam ao nome do Senhor e ao Seu poder, operados por meio do apóstolo. Na chegada à Itália, o coração do apóstolo foi consolado e animado pelos irmãos. Finalmente em Roma, Paulo foi tratado amenamente; ao menos parecia que sua guarda havia sido instruída de que a prisão era fruto da inveja dos judeus.

Paulo voltou-se novamente aos judeus. A obstinação do antigo povo da aliança, já revelada no oriente, foi agora manifestada no ocidente. Esta foi a última vez que se apresentou a Israel a sua situação e o juízo vindouro, que já vinha sendo anunciado pelos profetas desde a antiguidade, e que iria sobrevir­-Ihes por terem rejeitado o Messias. Atendendo ao pedido do Senhor na cruz, "Pai, perdoa­-Ihes!", este juízo havia sido adiado em graça até que, por fim, eles rejeitaram também o testemunho do Espírito Santo, que lhes havia falado e testificado

tão poderosamente por meio de Pedro, Estevão e agora Paulo. Foi deveras solene a sentença proferida pelo servo da graça irrestrita a respeito da condição dos judeus (At 28:25-27). Ela perdurará até que Deus (no futuro) intervenha em poder, a fim de que lhes seja concedido arrependimento e redenção, para que seja glorificado neles (Zc 12:10; 13:1; 14:10-11,20)

Assim vemos, no livro de Atos dos Apóstolos, como o Espírito Santo operou após a morte e ascensão de Cristo por intermédio de Suas testemunhas. Ele operou tanto em Israel como entre as nações. Vemos, ao mesmo tempo, a solene deposição dos judeus como testemunhas e povo de Deus e a vocação das nações (os povos não-judeus). A introdução das nações na esfera das bênçãos e das glórias divinas está baseada em um novo fundamento: a morte e ressurreição de Cristo. O chamamento delas é para formarem o Corpo de Cristo, cujo vínculo com Cristo, o Cabeça glorificado no céu, se dá por meio do Espírito Santo. Terminou a distinção entre judeus e nações (gentios), a saber, entre todos os que se deixarem salvar (Ef 1-3; Rm 11: 17 -32; *11:33-36; 1 Co 12:13).

[A viagem marítima de Paulo até Roma também pode ser considerada uma ilustração dos caminhos de Deus com a Assembléia (ou Igreja) de Cristo. Em meio a perseguições e perigos (as tempestades) que sobrevieram da parte dos imperadores romanos e depois da igreja católica, e que hoje procedem das muitas doutrinas malignas, Ele a protegeu e sustentou. Embora tenha sido destruída a sua unidade visível, a sua forma exterior, todos os seus ocupantes (os crentes) chegarão salvos até a terra firme, à eterna casa do Pai celeste (*Mt 16: 18; Jo 10:28-29; 17:9-24)].

109) O fim de Pedro e João na ilha de Patmos

  1. Pedro: 2 Pe 1:14; Jo 21:18-23.
  2. João: Ap 1:9-20.

Explicação e ensinamentos:

1. Recordemos as palavras que o Senhor disse a Pedro junto do mar de Tiberíades (Jo 21:18). Quando Pedro escreveu sua carta, o referido momento estava prestes a se cumprir. Durante sua vida ele sempre remetera os crentes ao Senhor Jesus, e por meio de sua carta desejava fazer o mesmo após sua morte. Ele sabia que todo aquele que contemplar a Jesus não será abalado ou desanimado.

2. O discípulo João alcançou idade avançada. Sobreviveu a todos os outros discípulos. E continuava firme na fé, a despeito da idade. Com o mesmo amor de antigamente, ele testemunhou de seu Senhor e com o mesmo zelo proclamou a Palavra de Deus (Ap 1:9). Em decorrência disso, foi desterrado para a ilha de Patmos. Deus usou a intenção maliciosa dos perseguidores para instruir João acerca de coisas futuras.

Que pessoa gloriosa lhe foi apresentada? Certa ocasião, no monte da transfiguração, ele teve a oportunidade de contemplar a majestade de seu Senhor (Mt 17). Agora O estava vendo novamente, mas desta vez na condição de Juiz. A visão dessa Pessoa causou um impacto tão tremendo, que Pedro caiu como morto aos pés dEla (Ap 1:17). Mas para aqueles que amam o Senhor Jesus o temor é desnecessário. E assim João ouviu as amáveis palavras: "Não temas!", e experimentou a Sua mão amorosa. Tratava-se do mesmo Senhor que entrou na morte e tomou sobre Si o juízo, por isso João não precisava temer (Ap 1:18). Algumas porções no livro de Apocalipse que podem ser estudadas junto com alunos mais amadurecidos, como, por exemplo, os capítulos 4 e 5. Quando os juízos sobrevierem à terra, a Igreja já estará no céu. Além disso há ainda alguns extratos de Apocalipse que podem ser apresentados para demonstrar que Ele é o grande vencedor. Por exemplo:

O Seu nome:

"Fiel e Verdadeiro; o Verbo de Deus; Rei dos Reis e Senhor dos Senhores" (Ap 19:11-16).

Os Seus méritos: "Ele é digno de todo louvor, tanto no céu como na terra" (Ap 5:11-14).

A Sua promessa:

"Eis que venho sem demora!"

Que a nossa resposta seja:

"Amém. Vem, Senhor Jesus!"

Enquanto isso, o que nos vale é:

"A graça do Senhor Jesus seja com todos os santos!"

 

- FIM DOS ESTUDOS DO NOVO TESTAMENTO -

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - I Pedro 4 e 5