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Referências para o estudo bíblico
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Referências para o estudo bíblico
Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

  • Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam memorizados.
  • As citações entre colchetes [ ] pressupõem maior conhecimento bíblico, e podem ser deixadas de lado conforme a idade das crianças. 

OS ATOS DOS APÓSTOLOS

99) A primeira viagem missionária do apóstolo Paulo (Atos 13 e 14) (parte A)

  1. A igreja em Antioquia: Atos 11:19-12:3
  2. Paulo em Chipre: Atos 13:1-12.
  3. Paulo em Antioquia da Pisídia: Atos 13:13-52.

Explicação e ensinamentos:

1. A introdução dos gentios na Igreja tinha sido oficializada por meio da conversão de Cornélio. A obra que começou na Cesaréia continuava agora em Antioquia, onde alguns judeus cristãos procedentes de Chipre e Cirene, acostumados a tratar com os gregos, também anunciavam o evangelho àquela gente. A igreja em Jerusalém reconhece a obra e participa enviando Barnabé para lá. Ele era um homem cheio do Espírito Santo e de fé (At 11:24!), que consolida esses novos crentes nas verdades referentes à salvação, exortando-os também a permanecer no Senhor. Como soa bem o relato desta atividade: At 11:23! Aliás, o Espírito Santo freqüentem ente emprega este homem tão dotado como instrumento para transpor certas diferenças entre os judeus e os gentios (At 9:27; 11:25-27; 15:2). Ao dar-se conta de que sua pouca força já não bastava para aquela grande obra em Antioquia, ele, dirigido pelo Espírito Santo, sai à busc3 de Saulo de Tarso. A ligação entre Jerusalém e Antioquia foi estreitada ainda mais quando, nos dias da grande fome, houve reciprocidade de Antioquia, que enviou socorro aos irmãos pobres que moravam na Judéia (At 11:27­-30; *Hb 13:16; *Pv 19:17).

Jerusalém foi, no início, tanto o ponto central como o ponto de partida do testemunho e das bênçãos de Deus. Mas Deus agora pôs de lado a Jerusalém, cidade que O rejeitou, e escolheu Antioquia como o ponto de partida do evangelho para os gentios. Todas as viagens missionárias de Paulo partem daqui e é para cá que ele sempre volta. Mas é bom observar a seguinte questão: Quem envia Barnabé e Paulo para a obra? Não é a igreja em Antioquia, mas sim o Espírito Santo! (GI 1:1). É um aspecto importante a ser considerado também nos dias de hoje. Pelo gesto simbólico da imposição das mãos, eles se identificaram com o Apóstolo no que dizia respeito ao ministério dele. Em outra ocasião, a imposição das mãos expressou também a comunicação de um dom por meio do Espírito Santo (2 Tm 1:6).

2. Sérgio Paulo anelava pela paz de sua alma. As tradições pagãs e as alegrias do mundo não tinham preenchido o vazio em seu coração. Ele buscava a verdade e a paz que Elimas, o mágico, não podia proporcionar. Esse iludia as pessoas com suas mágicas, à semelhança do Simão de At 8:9. Como instrumento de Satanás que era, atribuíra para si o belo nome de Barjesus, que seria "filho de Jesus", para iludir as almas. Mas o Senhor sabe preservar os que são sinceros (*SI 116:6; *Pv 2:7-8). Hoje também vemos muita gente buscando no contato com os espíritos e poderes ocultos a resposta quanto ao futuro e à eternidade, ao passo que desprezam a Palavra de Deus. Esses canais, no entanto, são proibidos por Deus, são abomináveis a Ele.

Vejam como é maravilhoso o encontro do mensageiro de Deus com Sérgio Paulo, homem sincero que quer ouvir o evangelho. Elimas, por sua vez, resiste ao enviado do Senhor. O juízo de Deus vem sobre ele; sim, o pode de Deus é mais forte que o do diabo (Mt 28: 18). O procônsul1, maravilhado com a doutrina do Senhor, torna-se um crente. Podemos tomar Elimas como um representação dos judeus da época atual: estão abatidos de cegueira porque, invejando influência do evangelho, s opuseram à sua divulgação entre os gentios. Estão, hoje, sob juízo (*1 Ts 2: 14-16).

1) Um procônsul era um lugar-tenente, ou seja, alguém que exercia provisoriamente as funções de um governador romano.

3. O apóstolo anuncia a Palavra primeiro aos judeus (Rm 1:16) e depois aos gentios. Dirigindo-se aos judeus, Paulo mostra como Deus desde o princípio escolheu Israel, amou-o fielmente, conduziu-o e protegeu-o, e como, apesar de sua infidelidade, Deus procurou cumprir as promessa·s enviando-lhe Jesus como Salvador. O que os judeus fizeram então? Crucificaram o Cristo. Deus, contudo, ressuscitou-O e por meio dEle oferece ao povo o perdão de todos os pecados e uma justiça que a lei não era capaz de conceder (*Rm 3:24-­26; *3:28).

No sábado seguinte a multidão do povo afluiu para ouvir a Palavra de Deus. Havia entre os gentios grande anseio pela verdade (At 13:48). Entre eles muitos tinham se associado aos judeus com o propósito de honrar o único Deus verdadeiro - eram os prosélitos, que haviam encontrado algo superior com os judeus. Mas o que era aquilo que eles tinham encontrado, em comparação com o que lhes estava sendo anunciado agora? Sim, o que tinham era muito melhor que as trevas e o jugo do pecado que predominava entre os gentios, mas agora lhes estava sendo apresentada a doutrina que fala da rica graça de Deus e da verdade salvadora revelada em Jesus Cristo! Que razão para regozijo tiveram aquelas almas sinceras ante tão magnífica mensagem! (At 13:48). Os judeus invejam os gentios, razão pela qual Paulo lhes pronuncia a sentença divina (At 13:46). Os discípulos são perseguidos, mas apesar do sofrimento estão preenchidos de gozo e do Espírito Santo (*2 Co 1:3-5).

 

100) A primeira viagem missionária do Apóstolo Paulo (parte B)

  1. Paulo em Icônio, Listra e Derbe: Atos 14:1-18.
  2. A visita às igrejas e sua volta: Atos 14:19-28.

Explicação e ensinamentos: .

1. A oposição dos judeus faz com que seja muito perigosa a permanência dos apóstolos em Icônio (lembrem de *Lc 2:34). Em Listra, ao curarem um paralítico, eles despertam a admiração da multidão que lhes quer render honras divinas. Viam em Barnabás, cuja aparência talvez fosse melhor que a de Paulo, o deus superior (Júpiter), e em

Paulo, que trazia a Palavra (At 14:12), Mercúrio, que os pagãos identificavam como o mensageiro dos deuses e o deus da eloqüência. Os apóstolos repugnam o procedimento e corrigem aqueles pobres gentios, ensinando-lhes a natureza e os caminhos do verdadeiro Deus. A seguir os judeus hostis chegam e tornam­-se instrumentos de Satanás para excitar esses mesmos gentios contra os mensageiros de Deus. Quão instável é o homem; um joguete do diabo! Da mesma maneira, os judeus também clamaram "Hosana" quando o Senhor entrou em Jerusalém e logo depois "crucifica-O, crucifica­-O"!

Paulo é apedrejado e fica prostrado como morto no chão. Mas o Senhor o levanta (* At 26:17-18; *2 Co 1:8-11; 2 Tm 3:11-*12). Os apóstolos partem de viagem para mais uma cidade, mas logo voltam pela mesma rota, visitando as igrejas recém" -constituídas, fortalecendo e exortando os discípulos (At 1,4:22; *2 Co 6:8-10).

[ Note que foram os apóstolos, e não as igrejas, que escolheram2 anciãos (sempre no plural) nas respectivas localidades. Em cada igreja há anciãos, também chamados bispos3. Em função disso, elas são autãnomas4 e responsáveis por seu próprio governo, não dependem de orientações dos apóstolos e Antioquia ou Jerusalém. Espírito Santo é o supremo lide e guia; não há uma instância humana, algo como um comitê central supervisor (At 20: 17 ,28; Tt 1 :5,7). Tampouco há bispo responsáveis por um território geográfico, tais como o home tem instituído hoje em dia, muito menos sobre toda a cristandade. Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja (Mt 23:8-10), e o Espírito Santo é o Seu representante sobre a terra (*Jo 14: 16-17,20; 15:26). A esfera dos anciãos (ou bispos) é restrita à sua respectiva igreja local (Fp 1:1), são eles que tomam sobre si o encargo pelo governo e bom andamento daquela igreja. Porém, não são eles que decidem a quem receber ou excluir de seu meio, visto ser esta uma responsabilidade comum a todos os santos da localidade (observe que, na carta aos Coríntios, em que fato semelhante ocorreu, os anciãos nem são mencionados: *1 Co 5:7,12-13 e 2 Co 2:5-10). As passagens que tratam do ofício dos anciãos são Tito 1:5-10 e 1 Timóteo 5: 17. Às vezes o ancião também é um mestre (1 Tm5:17), mas, em geral, o requisito para os anciãos concerne apenas à sua condição espiritual, não importando se ele possui um dom - os anciã os nem constam da lista dos dons que o Senhor dá visando a edificação dos santos e que permanecerão até a Sua vinda: Efésios 4: 11-12! Por quê? Porque a Palavra distingue entre dons e ofícios. Os dons são uma habilitação especial para servir a todos os santos (o corpo de Cristo). Os ofícios (anciãos e diáconos) referem-se a uma tarefa prática assumida no âmbito local.

2)Infelizmente a tradução Revista e Atualizada diz que os apóstolos "promoveram a eleição de presbíteros". Isso. na verdade, é uma interpretação adaptada a uma prática muito comum nos dias de hoje.,quando se promovem eleições democráticas para escolher os presbíteros. Todos os melhores textos bíblicos disponíveis ao editor versam que "os apóstolos elegera anciãos" (e eles tinham a autoridade apostólica para isso!).
3)"Ancião" ou "presbítero" são termos similares que remetem à qualificação de maturidade requerida para este ofício. A essa mesma pessoa aplica-se também o termo "bispo (epískopus), que se refere à função exercida neste oficio; significa "observador, velador· cuidador, supervisor".
4)N. do T.: "Autônomas" não significa "independentes". Isso implica, por exemplo, que um! disciplina exercida em determinada igreja local seja, em principio, reconhecida pelas demais;' (Mt 18:18-10). Cada igreja local está inserida no Corpo de Cristo; O Corpo é uma unidade coesa, pois está ligado a uma única cabeça. que é Cristo.

Quanto aos anciãos, o Novo Testamento não dá diretriz alguma às igrejas locais para eleger os anciãos. Trata-se de uma tarefa ­uma responsabilidade - digna de ser almejada (1 Tm 3:1) e reconhecida pelos demais tão logo puderem atestar que "procede do Senhor". Por outras palavras, a ordenação dos anciãos é uma operação do Senhor, e não uma decisão dos homens.]

 

101) Os apóstolos reúnem-se em conselho

Atos 15

Explicação e ensinamentos:

O ataque do inimigo desta vez é interno. Em cego fervor alguns crentes (especialmente os outrora fariseus - v. 5) disseram aos cristãos gentios ser necessário observar a lei para que fossem salvos (v. 1). Paulo opõe-se a este ensinamento. Em vez de valer-se de sua autoridade apostólica e refutar tal exigência, pois estava com a razão, ele se submete aos opositores. Tendo recebido uma revelação do Senhor para assim proceder (GI 2:2), ele viaja para Jerusalém. A unidade da Igreja corria risco de cisões. E a questão era importante, pois tocava na essência do cristianismo; de fato, o fundamento arriscava-se a ser abalado: pois é somente pela graça do Senhor Jesus que somos salvos (v. 11). E a lei é oposta à graça (*Jo 1:17; GI 2:15-20).

Deliberaram por unanimidade exortar os gentios a abster-se de três coisas:

-1) da idolatria. A Deus somente convém o culto e o louvor, por isso eles deviam abster­-se de contaminar-se pelos ídolos.

-2) da fornicação. ,Deus havia instituído o matrimônio no Éden, o adultério e as relações sexuais ilícitas conflitam com esta instituição divina.

-3) de comer sangue e carne de animais sufocados. De Noé em diante, Deus havia permitido a carne de animais como alimento. Mas como a alma de toda a carne está no sangue, e pertence a Deus, o homem devia abster-se de comer sangue e animais cujo sangue não tinha sido escorrido (Gn 9:3-4).

Estas três ordenanças nada têm que ver com a lei do Sinai Deus, o Criador, já as 'havia exigido de Suas criaturas muito antes da Lei, e como tal elas nos são obrigatórias também hoje (junto com outras mais), embora não "estejamos debaixo da lei, e, sim, da graça" (Rm 6:14). Mas os gentios tornaram-se completa-mente ignorantes e desobedientes a esses direitos e exigências do Criador, pelo que elas são novamente enunciadas aos cristãos gentios.

Um perigo procedente do judaísmo ameaçava o cristianismo. Parece que Paulo foi um dos primeiros a percebê-lo, mas Deus intervém em Sua sabedoria e graça valendo-se de Pedro e Tiago, que eram colunas entre os crentes judeus (vide os discursos: w. 7-12 e 13-21). Malogrou assim a intenção do inimigo.

 

102) A segunda viagem missionária do apóstolo Paulo

(Atos 15:35-18:22 - anos 52-55 d.C.) (parte A)

  1. A visita às igrejas na Ásia: Atos 15:35-16:5.
  2. O chamado e a ida para a Macedônia: Atos 16:6-12.
  3. A conversão de Lídia e do carcereiro: Atos 16:13-40.

Explicação e ensinamentos:

1. A Antioquia é novamente o ponto de partida, como nas demais viagens missionárias do apóstolo. Desta vez a proposta era fortificar os novos crentes (At 15:36).

[Antes de sair, Paulo opôs-se firmemente a Barnabé. Não queria levar consigo a Marcos, que não fora perseverante na primeira viagem (At 13:13). No Velho Testamento, o Senhor também provou os homens de Gideão, pois o que deveria ser feito requeria que eles seguissem à risca o que lhes fosse ordenado (Jz7:3-6,17). Mais tarde, contudo, Marcos tornou-se fiel testemunha do Senhor (CI4:10; 2 Tm 4:11) e escreveu o Evangelho.)

O Senhor ainda concede um fiel acompanhante a Paulo e seu companheiro Silas: o jovem Timóteo. Quão bendito é ser fiel ao Salvador desde a infância (2 Tm 1:5; 2:15;At 16:2)! O Senhor então nos poderá usar em benefício e bênção de outros. Na Ásia5 o Espírito Santo Ihes impediu duas vezes de anunciar a Palavra (At 16:6-7).

2. Porém, mediante uma visão em Trôade, Paulo e Silas entendem que o Senhor os chamava para levar o Evangelho pela primeira vez à Europa6. É neste ponto que Lucas, o escritor do livro de Atos, junta-se a eles; doravante lê-se "nós" no lugar de "eles" (At 16:6-10).

3. Em Filipos, colônia romana na Macedônia, eles se demoram um pouco. Paulo primeiro procura os judeus. Em decorrência da dispersão, alguns tinham fugido para lá; mas eram poucos, e nem mesmo tinham uma sinagoga: costumavam reunir-se à beira do rio, mesmo porque havia algumas lavagens associadas à oração (Lv 15). O apóstolo apresenta o evangelho aos oradores de Israel. Entre os ouvintes estava Lídia, prosélita (gentios que se associavam ao judaísmo por temerem a Deus) e vendedora de púrpura de Tiatira, na Ásia Menor. O Senhor lhe abriu o coração para que ela acolhesse, pela fé, a Palavra de Deus referente à morte de Jesus e à salvação por meio dEle. Lídia e sua casa creram e foram batizadas. Ela convida os irmãos a ficar em sua casa. A hospitalidade e o amor fraternal já são frutos da nova vida (1 Jo 3:14; Hb 13:2)!

Os apóstolos enfrentaram com muita perseguição na Ásia menor (At 13:50 e 14:5,19); Satanás manifestou-se ali como "um leão que ruge" (1 Pe 5:8). Em Filipos ele ataca com astúcia, como se fosse "um anjo de luz" (2 Co 11: 14), por meio de aparente cooperação que, em verdade, visa arruinar a obra. Bem que o espírito adivinhado r naquela jovem falou a verdade sobre os apóstolos (At 16: 17). Mas de onde procedia esse testemunho? De um espírito maligno. O que diz a Palavra de Deus sobre os adivinhadores? Leia Deuteronômio 18:10-12! Paulo rejeita a obra de Satanás e, em nome de Jesus Cristo, ordena ao espírito maligno que saia dela. O Senhor também lidou assim com um espírito maligno que se tinha manifestado a Ele (Mc 1 :24-25; 16:17). Agora se manifesta a inimizade de Satanás; do lado dele estão os senhores da jovem, depois os pretores - a autoridade máxima da cidade - e por fim a multidão. Os apóstolos são maltratados (Mt 10: 16-17) e até o carcereiro abusa deles, prendendo-os no tronco sem ordens para isso. Os apóstolos facilmente poderiam ter ficado confusos com os caminhos de Deus. Eles saíram de Trôade para a Europa obedecendo a uma visão, mas em vez de acharem uma porta aberta para o evangelho encontraram agora aflições tão difíceis (*Is 55:8-9). Mas que bom que eles não duvidaram, antes tomaram tudo das mãos do Senhor com gratidão. No meio da noite eles oram e louvam ao Senhor (*Sl 23:5; Fp 4:4-7). Os demais prisioneiros, acostumados a escutar reclamações e pragas, ouvem orações e cânticos. Isso jamais tinha acontecido antes. Como esta paz e esta alegria dos mensageiros de Deus não deve ter marcado o coração e a consciência dos demais! O Senhor corresponde às orações e aos cânticos intervindo com Seu poder. Os alicerces da prisão são abalados por um terremoto, abrem-se as portas e as cadeias de todos (*SI 46:2-6).

5) Trata-se da província romana Ásia Menor cuja capital era Éfeso. Não confundir com o continente oriental que conhecemos atualmente.

6) Caso dispor de um mapa, mostre o roteiro na escola dominical.

Mais um ataque de Satanás: a intenção de suicídio do carcereiro, o qual, segundo a lei romana, pagaria com a vida caso um prisioneiro lhe escapasse. Paulo o salva. A consciência dele é tocada; e o carcereiro prostra-se arrependido diante de Paulo e Silas perguntando: "o que devo fazer para ser salvo?". Aquilo que os servos do Senhor haviam sofrido sem oferecer resistência, a forma como oraram a Deus e cantaram, as palavras que talvez tenham dito na noite anterior, e agora a intervenção de Paulo preservando­-o do suicídio, tudo isso tocou, pela graça de Deus, a consciência do carcereiro. Era evidente que ele se via como um pecador perdido perante Deus. Havia dado o primeiro passo, e assim Paulo já não o conclama a arrepender-se, mas a aceitar para si a obra da salvação. Ele lhe diz: "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo".

O carcereiro creu, e todos os de sua casa também creram e foram batizados. Descreva aos alunos da escola dominical a grande alegria do apóstolo e dos novos convertidos à mesa. Como ovelha sentava ali um homem que outrora fora um durão, e agora exercia amor fraternal e hospitalidade, louvando juntamente com os seus e com os. mensageiros do Senhor a graça de Deus e os Seus maravilhosos caminhos (Is 28:29). O diabo pensou que tinha feito calar dois obreiros do Senhor, mas acabou perdendo para sempre toda uma casa. Assim Deus sempre triunfa sobre a maldade e astúcia do inimigo. Quão rapidamente se procedeu esta conversão! Não são necessários dias ou anos (veja também Lc 23:39-43 e At 8:26­-40). Mas cada caso é um caso. Tomemos Lídia e o carcereiro: a primeira buscava Deus há tempos, foi uma alma que quietamente chegou ao Senhor; o segundo fora até então um homem rude e insensível, mas agora demonstrava contrição e prostração, e logo obteve paz mediante a fé em Jesus. Todas as pessoas, diferentes como são, carecem da salvação em Jesus. E Ele acolhe todos os que vão a Ele. Veja ainda outros contrastes, por exemplo, entre o malfeitor na cruz e Cornélio, entre Paulo e Nicodemos (*Jo 3:3).

Na manhã seguinte os magistrados querem que os apóstolos sejam soltos secretamente. A recusa de Paulo em deixar a cidade sem que sua prisão seja oficialmente relaxada pelos magistrados não se deve à sua honra pessoal, mas sim à de Deus. Como servos de Deus eles tinham sido maltratados e açoitados publicamente sem ao menos serem ouvidos, algo ilegal segundo a lei romana. Foram tratados como criminosos e esta imagem podia ficar para o povo, constituindo-se em tremendo prejuízo ao testemunho: O evangelho deve ser anunciado por homens que procedem justa e irrepreensivelmente (1 Ts 2: 10). Eis porque os magistrados deviam render testemunho público de que os apóstolos nada fizeram de mal.

 

103) A segunda viagem missionária do apóstolo Paulo (parte B)

  1. Os apóstolos em Tessalônica e Beréia: Atos 17:1-15.
  2. Paulo em Atenas: Atos 17:16-34.
  3. Permanência em Corinto e volta: Atos 18:1-22.
  4. Apolo: Atos 18:24-28.

Explicação e ensinamentos:

1. De Filipos a Tessalônica, uma viagem de aproximadamente quarenta horas. Tessalônica é uma próspera cidade mercantil com uma sinagoga e bastantes judeus. Quando alguns deles e também numerosos gregos piedosos creram no evangelho, os judeus se enchem de inveja. Os apóstolos são acusados de proceder contra os decretos de César e de proclamar outro rei. (A acusação ao Senhor tinha sido semelhante:

Lc 23:2.) De fato os mensageiros de Deus tinham falado muito ali do reino vindouro e de seu Rei celestiaI (o Messias). A acusação alvoroçou as autoridades e a multidão, pois não havia pior rumor para uma cidade romana do que estar· abrigando revolucionários anti-César. Leia o que Paulo diz desses judeus em 1 Ts 2:14-16!

A acolhida dos judeus em Beréia6 é melhor que em Tessalônica. Que bom: eles pesquisam diariamente as Escrituras para atestar se Paulo lhes falava a verdade! Se na cristandade sempre tivessem perguntado pelo que a Palavra diz, como fizeram em Beréia, as heresias não teriam sido tão difundidas. A perseguição dos judeus de Tessalônica força Paulo a seguir viagem. Ele toma um navio para Atenas, mas deixa Silas e Timóteo em Beréia.

2. Atenas, a capital grega, era mundialmente famosa naqueles dias. Embora já sob domínio romano, continuava sendo o centro da cultura grega, da arte, do conhecimento e do prazer. A elite do grande mundo romano afluía para lá a fim de conhecer os finos costumes e a sabedoria grega. Mas, apesar de tudo, como continuavam ignorantes acerca da fonte da verdadeira sabedoria, o Deus vivo! A cidade estava entregue à idolatria. Doeu a Paulo ver todas aquelas imagens. Aqui também ele se dirige primeiro aos judeus e aos gentios piedosos, mas também aos filósofos, que eram os estudiosos e sábios deste mundo, dentre os quais se destacavam duas correntes: a dos epicureus, semelhantes aos saduceus de Israel devido ao princípio que os norteava: "comamos e bebamos, porque amanhã morreremos"; e a dos estóicos, semelhantes aos fariseus, que almejavam por virtudes e orgulhavam-se disso. Ambas as correntes, porém, são inimigas do Evangelho.

Se em Filipos o maior obstáculo para o Evangelho foi a ganância, e em Tessalônica a inveja, em Atenas o empecilho foi a indiferença, a leviandade (At 17:21!) e a presunção dos questionamentos e da sabedoria. Em tempos idos, apregoar novos deuses era punido até mesmo com a morte ali (Sócrates foi condenado a tomar um copo de veneno). Mas eles agora já não eram tão intolerantes, e até mesmo desejavam ouvir sobre o Deus estrangeiro, porém mais por curiosidade do que por amor à verdade. Que dificuldade para Paulo pregar aqui!

O Areópago era um morro no qual ocorriam as seções do tribunal que tratavam da religião e da moral; os estudiosos e políticos também discursavam ali. Num lugar assim Paulo devia pregar agora. E como ele o faz? Ridicularizando a idolatria dos gregos? Não. Ele faz a aponta como evidência do anseio deles por Deus.

Paulo dá testemunho do Deus vivo e verdadeiro. Os gentios não têm conhecimento de Deus como o Criador do mundo e do homem, não sabem que Ele está muito acima destes e não necessita do homem. Tinham amalgamado Deus com o mundo visível, e sua religião resumia-se à deificação da natureza e suas forças. Tais deuses não podiam subsistir sem que fossem servidos pelo homem. Na opinião dos gregos, cada povo tinha uma origem; eles mesmos criam que tinham surgido do campo. Paulo ensina que a humanidade é única e descende de um único homem. É certo que Deus dividiu a humanidade em povos, mas isso para que cada um pudesse, pela sua história (conforme o SENHOR lidou com eles) chegar ao conhecimento de Deus. E com esse mesmo propósito que Ele também opera em cada homem; trata-se de Sua criatura que Ele ama como Pai, provendo-lhe chuva e sol. Continuando, Paulo ainda cita poetas atenienses: Arato da Cilicia: "Todos precisamos de Zeus, pois somos sua geração"; e Cleantes, em seu louvor ao deus supremo: "Todos nós, mortais, podemos falar contigo, afinal, somos tua geração".

Os tempos de ignorância haviam terminado. Deus agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam, pois aproxima-se o dia em que Ele há de julgar o mundo com justiça por meio de um homem designado. Quem Deus incumbiu para executar este juízo é Jesus, e comprovou isso diante de todos, ressuscitando-O dentre os mortos.

Mas justamente a ressurreição, esta verdade tão importante, é o que os gregos rejeitam. E assim a pregação, embora plena em sabedoria divina e graça, teve pouco resultado. Algumas mulheres e um funcionário público importante abraçam a fé (* 1 Co 1:18-25).

3. De Atenas Paulo segue a Corinto (6). Uma próspera e populosa cidade portuária e mercantil, domicílio das ciências e de inúmeros filósofos e oradores, mas também notória pela imoralidade. Paulo chegou ali só (provavelmente no outono de 52 ou 53 d.C.); seus companheiros Timóteo e Silas vieram mais tarde. Como ele deve ter-se sentido naquela cidade tão rica, instruída e imoral? Mas Paulo fortaleceu-se no Senhor e anunciou a Palavra de Deus, ainda que "em fraqueza, temor e grande tremor"; e Deus abençoou o seu trabalho. Parece­-nos que uma das primeiras coisas que ele. fez aqui foi procurar trabalho no seu ramo profissional, que era fazer tendas. Acertou-se com Áquila e Priscila7, um casal crente que veio a ser de grande bênção para Paulo e para a obra do Senhor (At 18:2,26; RITl16:3­5; 1 Co 16:19). A permanência de Paulo em Corinto foi de um ano e meio (At 18:11), pois o Senhor lhe havia comunicado que tinha muita gente naquela cidade. Muitos creram e formou-se uma grande igreja. [Infelizmente esta foi foco de muitos problemas, de modo que Paulo mais tarde teve de escrever-lhes duas cartas: as epístolas aos Coríntios.] De Corinto Paulo seguiu a Jerusalém, fazendo escala em Éfeso (At 18:18-11), e de lá retomou ao ponto de partida: Antioquia.

4. Apolo, da Alexandria, discursava muito bem. Era conhecedor das Escrituras e falava fervorosamente. Falou com muita ousadia em Éfeso e muitos judeus creram. Embora fosse homem culto, dispôs-se a ser ensinado por simples irmãos. Que o Senhor conceda a todos os crentes esta humilde disposição!

7)”Priscila” (At 18:2) é uma forma efetuosa do nome”Prisca” (Rm 16:3; 1 Co 16:19; e 2 Tm 4:19). É como se em português disséssemos “Prisquinha”.

 

104) A terceira viagem missionária do apóstolo Paulo

(Atos 18:23-21:17 - anos 55-59 d.C.)

  1. Paulo em Éfeso: Atos 18:23; 19:1-41.
  2. Paulo na Grécia e Trôade: Atos 20:1-12.
  3. Sua despedida em Mileto: Atos 20:13-38.
  4. A profecia de Ágabo: Atos 21:1-14.

Explicação e ensinamentos:

1. O ponto de partida para a terceira viagem missionária é, como nas demais, Antioquia (At 18:22-23). Primeiramente Paulo visita as igrejas já constituídas na região da Ásia Menor confirmando os discípulos (Paulo desta vez atua como pastor (8) e como mestre). Depois ele se fixa por dois anos e três meses em Éfeso, lugar que já tinha visitado em sua segunda viagem e onde deixara Priscila e Áquila para a bênção da obra (At 19:8,10; 18:19,26). Isto provavelmente foi nos anos 57-59 d.C. Éfeso naqueles dias era a capital e maior cidade mercantil da província romana da Ásia Menor. Para lá afluíam várias pessoas, pois era um centro comercial e rota de viagens. Muitos certamente relataram do Evangelho que ouviram quando retomaram à sua terra.

8) Pastor: aquele que se dedica ao bem-estar das ovelhas.

Atos 19:1-7: O Senhor operava grandes coisas por meio de Seu servo. O seu poder apostólico ficou evidente ao outorgar o Espírito Santo pela imposição das mãos. Hoje não existem mais pessoas com a autoridade apostólica (são os escritos apostólicos que a detêm), portanto não merecem crédito os que querem condicionar o dom do Espírito a uma suposta "imposição de mãos". À maneira dos crentes do Velho Testamento, estes doze crentes judeus esperavam pelo Messias. Sabiam que, quando Ele viesse, iria batizá-los com o Espírito Santo (João Batista havia ensinado isto - Mt 3:11). Eles porém não sabiam que o Messias já viera, que tinha sido crucificado mas ressurgiu dos mortos, e desconheciam a bênção do Espírito Santo decorrente destes fatos. Para que se dessem conta disso, o Espírito foi-lhes concedido mediante a imposição de mãos (leia Ef 1:13 e At 10:44).

Como os judeus se endurecem e recusam crer no Evangelho, Paulo deixa a sinagoga. e passa a pregar nos aposentos da escola de Tirano, mestre grego. na arte do discurso (At 19:9). Com isso os discípulos de Jesus agora estão reunidos, e esta é uma condição importante para que também possam prestar culto a Deus: estarem separados dos incrédulos (*2 Co 6:14-18 e 2 Tm 2:21-22). Os milagres são uma confirmação de que Deus havia enviado os apóstolos e de que o poder do Espírito estava neles. Alguns judeus incrédulos quiseram servir­-se deste poder, usando o nome de Jesus como se fosse uma fórmula mágica. Por não terem a vida nem o Espírito de Deus, o espírito maligno prevalece sobre estes filhos da desobediência enquanto seria normal saírem diante do poder do Espírito que estava em Paulo (Mt 12:28-29; Mc 16:17; Lc 10:17-19). Esta vitória do espírito maligno (sobre os falsos professantes), que em outras ocasiões sempre sucumbia ao nome de Jesus, impeliu os demais a confessar clara e decididamente o Senhor e romper todos os laços com o poder do mal (At 19:19).

Mas o inimigo não está disposto a desistir e recorre à ganância das pessoas contra os servos de Deus e o seu testemunho. Demétrio e seus colegas, preocupados com o seu negócio, alegam motivos religiosos para fazer oposição ao Evangelho de Cristo. Este sim foi um recurso eficiente do inimigo para despertar a ira do povo que, embora ignorante, era religioso. Mas Deus vela por Sua obra e faz silenciar o inimigo.

2. Paulo despede-se dos discípulos, sua obra em Éfeso havia terminado. O cuidado pelas igrejas da Grécia, especialmente Corinto, onde várias coisas não estavam bem, fê-lo retomar à Europa. Ele estivera lá em sua segunda viagem, ocasião em que Deus tinha abençoado ricamente a Sua Palavra. Mas a estada na Europa desta vez seria mais curta: cerca de três meses.

[Paulo visitou varias localidades, inclusive Corinto, e teria apreciado muito seguir até Roma (At 19:21 e Rm 15:22), porém apenas escreveu-lhes uma carta, provavelmente de Cencréia, perto de Corinto: Rm 16:1-2. Ele decidiu que a prioridade seria ir até Jerusalém levando a oferta levantada pelos cristãos da Grécia em favor dos irmãos pobres da Judéia (Rm 15:25-32).)

Uma conspiração dos judeus contra sua vida (em Corinto?) obriga-o a retomar por terra, via Macedônia (o caminho que veio), em vez de tomar um navio para a Síria. Os irmãos de Beréia, Tessalônica e Filipos o acompanharam até Trôade, que já é na Ásia Menor (At 20:4-6)6. Na vinda, antes de passar para a Europa, ao deixar Éfeso, Deus deu a Paulo uma oportunidade para pregar em Trôade, porém ele não teve tranqüilidade para permanecer ali, pois estava muito preocupado com as igrejas na Grécia (2 Co 2:12-13). Agora o apóstolo permanece sete dias em Trôade (At 20:6) (9).

Considerando o texto grego em At 20: 7, aprendemos que a forma da palavra "reunidos" tem a conotação de "reunião costumeira". Assim vemos que os cristãos da igreja primitiva tinham por costume reunir-se a cada primeiro dia da semana para celebrar a Ceia e recordar a morte e ressurreição do Senhor. Eles estavam, mais uma vez, reunidos para partir o pão, este era o seu propósito. Em seguida também meditaram sobre a Palavra de Deus. A reunião não era secreta: "Havia muitas luzes no cenáculo".

Êutico, jovem rapaz, vencido pelo sono, cai da janela em que estava sentado no terceiro andar. Foi levantado morto. Mas o Senhor, em Sua misericórdia, permitiu que ele fosse restaurado à vida por intermédio da intervenção de Paulo.

3. Para não perder mais tempo, Paulo desta vez não entra em Éfeso, mas se despede de seus anciãos na vizinha Mileto (9). As igrejas locais funcionavam em ordem e tinham seus anciãos (ou presbíteros, que eram os bispos: os "veladores"): At 20:17,28. A atuação desimpedida do apóstolo logo terminaria. Ele havia anunciado todo o propósito divino (10) com relação à Igreja, tendo-a até mesmo estabelecido aqui na terra - a Igreja, objeto tão precioso do amor do Pai e do Filho. O que seria dela após a partida de Paulo? Como ele havia exercido fielmente o seu serviço (At 20:18-21)! Não haveria um sucessor apostólico, pois do contrário o próprio Paulo o teria apontado por meio do Espírito Santo. Doravante cabia aos anciãos vigiar. Paulo prescreve­-Ihes duas coisas:

- (1) Que cuidem de si mesmos

- (2) e de todo o rebanho.

Antevendo a decadência (At 20:29), Paulo não recomenda o rebanho a um dos bispos, ou então a Timóteo, mas "ao Senhor e à Palavra da sua graça" (At 20: 32) . Isso exclui qualquer posto hierárquico ocupado por homens como líder ou "cabeça" da Igreja. A Palavra de Deus perfaz duas coisas: edificar (consolidar, alimentar e fortalecer) e dar herança entre todos os que são santificados (conduzir à glória).

9) Em Tiro e Potéoli (Itália) o apóstolo também permaneceu sete dias {At 21:4 e 28:14}.
Podemos deduzir com propriedade que Paulo queria ao menos passar na compania dos irmãos o dia do Senhor. o dia em que partiam o pão. Os irmãos da igreja primitiva celebravam a Ceia do Senhor todos os domingos (At 20:7).
10) 0 "Evangelho da graça de Deus" ou, então, o "Evangelho da glória de Cristo": At 20:24 e 2 Co 4:4.

Infelizmente a decadência logo aconteceu. Os efésios não retiveram o cabeça do Corpo e não se sujeitaram à direção do Espírito Santo e à Palavra. Quão séria é a mensagem que o Senhor, não muitos anos depois, envia a Éfeso no livro do Apocalipse: Ap 2:4-5! A eles, que outrora tinham ocupado posição tão elevada (a epístola que Paulo lhes escreveu não continha críticas). Logo esta exortação aplica-se também a todos os crentes: "Vigiai!" (*1 Co 16:13 e Ap 3:3).

4. Paulo havia declarado aos anciãos reunidos em Mileto que eles não mais veriam seu rosto (At 20:19,22-25). Ele seguia para Jerusalém, para onde ia levando a oferta dos cristãos gentios da Grécia e Macedônia. Queria aproveitar e mais uma vez anunciar o Evangelho aos judeus, porém antecipava uma perigosa oposição; eram um povo cegado. Já no início de seu ministério Deus lhe havia dito: "não receberão o teu testemunho a meu respeito" (Aí 22: 18). Mediante a crescente oposição dos judeus, ele já lhes havia replicado: "Sobre a vossa cabeça o vosso sangue! eu dele estou limpo, e desde agora vou para os gentios" (At 18:6). Contudo, um grande amor o compelia a Jerusalém, a seu povo, os judeus. Em outra ocasião ele até mesmo expressou que desejaria ser separado de Cristo caso isso servisse para salvar os judeus (Rm 9:1-5).

Ainda que o Espírito Santo o advertisse repetidas vezes para não subir a Jerusalém (At 21:4,11), o seu desejo pela salvação de seu povo o compeliu a não ouvir esta voz. Ele estava pronto "não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus (At 21:13). Paulo não morreu em Jerusalém,· porém foi preso e passou a ser desde então, por muitos anos, senão até o fim, um prisioneiro.

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - I Pedro 2