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Referęncias para o estudo bíblico - PROFECIA 1
Referęncias para o estudo bíblico - PROFECIA 1

Referências para o estudo bíblico

Um auxilio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

PROFECIA (parte 1):

DESCRIÇÃO DAS HISTÓRIAS DA BÍBLIA

* Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam decorados.

* As citações entre colchetes [ ] requerem um maior conhecimento bíblico, e podem ser deixadas de lado conforme a idade das crianças.

70. O Sermão Profético de Jesus no Monte das Oliveiras

(conteúdo para vários estudos)

Mateus 24 e 25.

Parte 1:

  • Enquanto o Senhor está ausente. no céu, Deus dispõe de um testemunho aqui na Terra - dentre Israel;
  • e o juízo que o Senhor exercerá na ocasião de Sua vinda.
  1. Suas testemunhas serão perseguidas:

Mateus 24:1-14.

O Senhor veio testemunhan­do em graça acerca do Reino.

Mas os judeus rejeitaram este testemunho e, por isso, o Senhor teve de proferir juízo sobre Jerusalém e seus moradores (Mt 23:35-38). Ele Se retira do Templo, para sempre: "a casa lhes ficaria deserta". Agora sobe ao Monte das Oliveiras e os discípulos ainda estão comovidos pelas últimas palavras que o Senhor proferiu (Mt 23:38), pois os corações deles ainda estão ligados ao Templo. {Convém lembrar que o Templo, durante muitos séculos, vinha representando para os judeus a morada de Deus entre eles. Aprendiam a estimá-lo já desde criança (compare com SI 84:1-10 e SI 122), e por isso também a empolgação dos discípulos ao ressaltar a beleza do prédio!}. O Senhor, porém, anuncia sua completa destruição.

O Senhor se assenta no Monte das Oliveiras, e os discípulos avistam o Templo e a cidade, contemplando toda sua pompa e beleza. Então Lhe perguntam:

"Quando sucederão estas cousas (a destruição do Templo e da cidade), e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século?". São, na verdade, três perguntas. Mas, no entendimento dos discípulos, esses três eventos:

(1) a destruição de Jerusalém,
(2) a vinda de Jesus para executar juízo e
(3) a consumação do século, ocorreriam na mesma ocasião.

Porém não será assim. Enquanto a cidade já foi destruída no ano 70 d. C., a vinda do Senhor para juízo somente se dará alguns anos após a acolhida da "Noiva" (que é a Igreja, ou a Assembléia). Mas, com este evento, o arrebatamento da Igreja, estará terminando apenas o "presente século".

Quando é que será, então, a consumação do século"?

Deveria ser o fim daquela época em que Israel estava sujeito à Lei sob a Antiga Aliança. O Messias, caso tivesse sido acolhido, teria encerrado aquela época com a introdução de uma Nova Aliança. Mas a rejeição do Senhor permitiu a geração de um fato novo: a fundação - ou a introdução - da Igreja, e com isto a "consumação do século" foi adiada para após a acolhida (o arrebatamento) da Igreja. A rejeição do Messias fez também com que a" consumação do século" agora seja associada ao juízo (Mt 13:49-50).

Os discípulos perguntam:

Quando sucederão estas cousas? Ao "quando?" o Senhor não responde. Mas indica aos discípulos algo muito mais relevante, a saber, a importância de estarem em boa condição ("Vede que ninguém vos engane") e a gravidade da época que viria após Sua morte, quando teriam a incumbência de testemunhar a respeito dEle (At 1:8: "E sereis Minhas testemunhas”).

1 Embora este já não fosse mais o Templo de Salomão, o "original" , o qual perdurou por mais de 400 anos até ser destruído pelo exército babilônico, no ano 586 a.C. Tampouco tratava-se do Templo de Zorobabel, o qual no ano 536 a.c. voltou do cativeiro da Babilônia junto com o sacerdote Jesua e outros 42.000 judeus para edificar um novo templo, bem menor, cuja construção demorou de 521 a 516 a.c.; este também fora saqueado e parcialmente destruído: primeiro sob Antíoco Epifânio no tempo dos macabeus, e depois, mais tarde, sob o domínio romano (no ano 63 a.c.). Tratava-se, portanto, do terceiro templo, cuja construção foi ordenada em 20 a. C. por Herodes, o Grande, um rei que amava a pompa e o esplendor.

O que sucederá às testemunhas do Senhor em Israel após Sua rejeição?

A resposta está em Mateus 24:4-14. Antes de mais nada é importante frisar que a resposta do Senhor não se refere à Igreja (veja versos 15-16 e lembre que os cristãos, em sua grande maioria, não vivem na Judéia nem tampouco dispõem de lugares santos). O testemunho aqui está sendo abordado em conexão com Israel, aplicando-se, portanto, a duas ocasiões:

1) A época compreendida pela morte do Senhor até a destruição de Jerusalém; e
2) Valerá outra vez nos dias em que Deus voltará a ter testemunhas Suas em Israel (nação da qual, hoje, Deus tem-se afastado). Este grupo de testemunhas também é conhecido como o "remanescente"2. Trata­-se, portanto, de uma época cujo início se dará somente após o "arrebatamento" (a remoção 3) da Igreja (todos os cristãos crentes) para os céus, e que terminará com a aparição do "abominável da desolação" no Templo em Jerusalém (Mt 24: 15), o qual será, portanto, reconstruído mais uma vez pelos judeus.

Logo, o Senhor está falando aqui (em Mt 24:1-31) exclusivamente dos caminhos de Deus com Israel. A Igreja, ou a "Assembléia", a qual, segundo os planos de Deus, foi introduzida num momento em que a história de Israel foi temporariamente "suspensa" , é totalmente omitida nesta porção da Escritura. Conclui-se, portanto, que os dois períodos em que é pregado o "Evangelho do Reino" estão localizados antes e depois da presente época, a época de formação da Igreja, os "tempos dos gentios".

Sabemos que o Senhor Jesus veio como o Messias para os judeus, tendo o propósito de estabelecer aqui na Terra o Reino que lhes fora prometido. Israel, porém, rejeitou e cravou na cruz o seu Rei. Deus, então, por meio do apóstolo Pedro, ofereceu a esse povo uma nova oportunidade de perdão de sua culpa, para que acolhessem o Messias, O qual agora havia ascendido aos céus, tendo tomado ali o Seu lugar à direita da Majestade. Pedro apregoou (em Atos 3:19-21) que, caso se arrependessem, Deus perdoaria ao povo e lhes enviaria "o Cristo, que já lhes fora designado". o povo, no entanto, também rejeitou este testemunho, de modo que, já naquela época, Israel foi praticamente posto de lado. Mas Deus foi longânimo e ainda demorou para executar o Seu juízo. Por intermédio de Estêvão, Sua testemunha, um homem cheio do Espírito Santo, Deus fez mostrar a Seu povo como que usando um espelho (Atos 7) - a sua história e condição, conclamando-os mais uma vez a acatar a salvação e o Messias. Esse testemunho, o qual foi o testemunho do Espírito Santo, também foi rejeitado pelo povo.

² Um pequeno resto.
³ Jo 14;1 Co 15; 1 Ts 4; 2 Ts 2.

Foi então que o Senhor levantou Sua testemunha Paulo, o "apóstolo dos gentios" (At 7 :58; At 9 e '26:14-18). Por intermédio dele o Senhor fez revelar o "mistério" da vocação e da formação da Igreja (da "Assem­bléia"), este que ainda não havia sido revelado no tempo da "Antiga Aliança". Com isso surgiu um Testemunho totalmente diferente daquele outrora dado por Israel, visto que a Igreja não espera ­como Israel - por um Messias, nem tampouco por um Reino esplendoroso sobre a Terra. A Igreja, segundo o eterno desígnio de Deus, tem uma vocação divina e está associada ao Filho de Deus no céu: Ele é o Cabeça, e ela é o Seu corpo. {Tome a figura de Adão e Eva: Eva foi formada do lado de Adão, o qual foi aberto enquanto este jazia em pesado sono (figura da morte). Semelhantemente Cristo adquiriu a Sua noiva para Si por meio do sangue que correu do Seu lado aberto, ou seja, por meio de Sua morte. Leia Gn 2:23 e Ef 5:32}.

Mas enquanto Paulo (o "apóstolo da circuncisão”, a qual representa os gentios) anunciava a plena salvação em Cristo e também o "mistério" da Igreja (embora em seu coração tivesse um zelo especial pela salvação dos judeus, os quais sempre procurava visitar primeiro nas cidades por onde passava), os cristãos dentre os judeus em sua maioria continuavam nas práticas do antigo sistema judaico. Eles ainda permaneciam ligados ao Templo e aos sacrifícios oferecidos em Jerusalém, enquanto o próprio Deus foi rompendo apenas lenta e gradativamente com o povo de Sua Antiga Aliança.

 [Para comparar, recorde como a nuvem da glória do SENHOR, símbolo de Sua presença, também foi "hesitantemente" deixando Jerusalém em Ezequiel 10:4,18,19 e 11:23]. Durante certo tempo aqueles judeus cristãos realmente ainda ficaram esperando pela volta do Messias crucificado dos céus (Tg 5:7-9); o próprio Tiago, o líder da' assembléia cristã em Jerusalém, formada por judeus, ainda se dirigiu, em sua carta, às "doze tribos" (Tg 1:1).

Temos então que Deus tolerou estas coisas e os judeus cristãos, mas a seu devido tempo conclamou-lhes para que se separassem daquilo tudo:

"Saiamos pois ... fora do arraial" Hb 13:13. Com a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C.), Deus judicialmente pôs, por fim, todo o sistema judaico de lado. Desde então, e "até que haja entrado a plenitude dos gentios" (Rm 5:25) (até que se complete o número dos que hão ser salvos), cessou o Testemunho para Deus e pelo Messias entre o povo judeu. Desde então temos a época da formação da Igreja, da noiva celeste. Mas depois que a noiva for acolhida aos céus, Deus Se voltará outra vez para Israel.4

É nesse tempo então, como temos dito, que o Seu testemunho acerca do Reino que está próximo e do Messias será novamente anunciado por crentes judeus (o remanescente). Então é que os nossos versículos (Mt 24:4-14) voltarão a ter sua aplicação para as testemunhas em Israel.

  1. O tempo da Tribulação: Mateus 24:15-28.

O que marcará essa época de testemunho dos discípulos?

1- Falsos Cristos e falsos profetas entre os judeus.

2- As testemunhas serão perseguidas e entregues às nações. 3- Guerras, fomes, epidemias e terremotos.
B) Tentações ao homem interior, a prova mais difícil para as testemunhas:

1- Ódio das nações, tribulação e morte.

4 Leia as três passagens que apontam para o momento do restabelecimento de Israel: Mt 23:39; Rm 11:25 e Lc 21:24. Em todas elas lê-se a expressão "até que".
"Até que...”, palavras benditas e importantes para Israel!

2- Até mesmo os que profes­sarem serem discípulos se escandalizarão nas aflições e um há de trair e delatar o outro.

3- Sedução por meio de falsos profetas e o perigo de o amor es­friar por multiplicar-se a iniqüidade.

Mas qual o efeito de todas essas provas? Permitirão que a fé seja aprovada: "Aquele que perseverar até o fim será salvo”. Assim, temos aprendido que, após o arrebatamento da Igreja, o Evangelho do Reino' será novamente pregado, então sim sobre toda a face da Terra, por testemunho a todas as nações.

O que se entende por "Evangelho do Reino"?

O Evangelho do Reino visa ao estabelecimento de um reino aqui na Terra sob o domínio de Cristo, o Messias prometido a Israel- em glória, justiça e paz. Esse Reino já predito pelos profetas foi primeiro proclamado por João Batista antes de o Senhor Jesus entrar em cena (Mt 3:2-3,8-12; Lc 3:4­6); depois foi pregado pelo próprio Jesus (Mt 4:23; 9:35 etc.) e Seus discípulos (Mt 10:7); depois foi pregado mais uma vez pelo apóstolo Pedro após a morte e ascensão do Senhor ao céu (At 3:19-21)5. E quando, após a acolhida da Igreja no céu, for novamente anunciado o "Evangelho do Reino", o propósito será, tal como antes, o estabelecimento do prometido Reino do Rei e do Messias (Cristo) procedente de Israel, um reino em justiça e paz (Is 2:12-21, *11:1-10; Mq 4:1-5). Cristo, que ainda estará ausente - no céu ­quando desta pregação, será novamente proclamado como Aquele que há de vir. Mas então surgirão falsos profetas dizendo que Ele já veio, ou que está "aqui" ou "ali", "no interior da casa" (a saber, nascido como criança) ou no deserto (isto é, que aparecerá ensinando); mas os judeus crentes dessa época futura, as verdadeiras testemunhas, devem saber e proclamar que Ele não deve ser procurado, mas sim, que virá repentinamente do céu, como um "relâmpago" (*Mt 24:27). Quem nesta época da grande tribulação cremo Cristo que há de vir, ainda que padeça inicialmente várias perseguições, entrará no Reino. Quem o rejeitar, pouco tempo depois estará perdido (Mt 25:46).

O "fim" (24:14), ou então a "consumação do século" (24:3) será encerrado por juízo.

5 Desde aquele tempo até o término da presente época da graça está sendo evangelizado aos homens e às nações um outro evangelho: o "Evangelho da Graça de Deus" (At 20:24), ou então, o "Evangelho da Glória de Cristo" (2 Co 4:4).

  1. A Grande Tribulação

Desde a destruição de Jerusalém (ano 70 d.C.), o Testemunho que Deus tem sobre a Terra já não está mais associado a Israel, que aliás, por enquanto, não é mais reconhecido c6mo Seu povo. Portanto, as orientações de Mateus 24 não se aplicam aos nossos dias, mas ao tempo que virá logo que terminar a presente época da graça com o arrebatamento da Igreja (1 Ts 4: 17). Aí sim, como sabemos, Deus ajuntará novamente a Israel (*Jr 31:10; *Rm 11:25-26). O profeta Daniel já havia profetizado um novo período na história de Israel após a morte do Messias na cruz. Em Daniel 9:24-­27 ele fala de 69 semanas de anos (7 x 69 anos) que se estenderiam desde a ordem para reedificar os muros de Jerusalém - que se encontravam destruídos nos dias de Daniel (ano 446 a.c.) - até a morte do Messias. Depois viria uma nova semana de ano, a de número 70; esta, no entanto, não é imediata à 69ª semana, visto que neste ponto foi introduzido o "tempo dos gentios", a época em que vivemos. Somente depois que" os tempos dos gentios se completem" (Lc 21:24), evento marcado por nossa remoção para o céu (1 Co 15:51), é que terá início a semana número 70.

Na primeira metade dessa 70ª semana, e até mesmo antes, judeus que hoje se encontram dispersos pelo mundo (ainda que incrédulos) retomarão à terra de seus pais6 para reconstruir a cidade e a nação. Uma pequena parcela dos judeus (o remanescente) receberá luz convertendo-se a Deus e dando testemunho do Messias que há de vir e de Seu Reino. Ocorre que nesta mesma época se levantará um judeu, um falso profeta, ao qual muitos seguirão. Este virá em seu próprio nome (Jo 5:43). Na metade desta semana deixará a piedade que até então cuidou aparentar, "parecendo cordeiro" , e se manifestará como "dragão" - inimigo de Deus (Ap 13: 11). Este será o Anticristo, que também fará cessar os sacrifícios, ostentando-se e aceitando honras como se fosse o próprio Deus (Dn 9:27; 11:31; 2 Ts 2:3-4).

6 Lembre-se apenas da criação do estado de Israel em 1948 e do assentamento de judeus ali (que continua ainda hoje).

É acerca desse tempo difícil e grave que o Senhor Jesus está falando aqui (Mt 24: 15). No tempo dos macabeus, Antíoco Epifânio ordenou que pusessem no santuário do Templo uma imagem do deus pagão Zeus (ou Júpiter), e da mesma forma o Anticristo também fará introduzir no santo dos santos do Templo em Jerusalém uma imagem (provavelmente a imagem do líder do recém-reconstituído império romano: Ap 13:11-15). A Escritura chama esta imagem de "o abominável da desolação" que estará no "santo lugar" (Dn 12:11; Mt 24:15). Aquele que não adorar esta imagem será perseguido e morto. Este é o princípio da "Grande Tribulação" (v. 21).

Até aqui o dever dos discípulos será testemunhar. Mas agora chega o momento em que o que vale é fugir (versos 16-20). Note, porém, como o Senhor cuida dos que são seus! Eles devem orar para que sua fuga não se dê no inverno nem no sábado. Este último elemento é mais uma confirmação de que aqui estamos em terreno judaico. {No sábado não era permitido executar trabalhos nem levar cargas, portanto eles não poderiam levar coisas consigo (Lembre ÊX  31: 14}. O sábado voltará a ser observado como santo na terra de Israel (Ez 44:24; 46:1; Is 66:23)}. Tempos difíceis estarão começando aqui na Terra, especialmente na Palestina; Satanás estará sobre a Terra (Ap 12:7-12), e também o Anticristo. A ira deles não conhece limites, razão por que o testemunho cessará por um breve tempo: "a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (* Jo 9:4) e "haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido, e nem haverá jamais" (*Mt 24:21-22). Aos sofrimentos de origem externa que sobrevirão ao remanescente, juntam-se ainda as dolorosas aflições da alma que haverá no interior de cada um - visto que os juízos punitivos da parte de Deus e a perseguição farão despertar a consciência do remanescente judeu acerca de sua culpa por terem rejeitado e crucificado ao Salvador e Messias. {Lembremos a aflição dos irmãos de José: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma ... por isso nos vem esta ansiedade" (Gn 42:21) }. Há muitas passagens bíblicas que relatam profeticamente as aflições da alma deste remanescente, decorrentes da culpa de sangue que recaiu sobre o povo, tais como *Sl 51:14-19, Sl 102:1­17, Sl 59:9-15.

A graça de Deus abreviará os dias dessa grande tribulação, pois do contrário nenhuma carne se salvaria (Mt 24: 22), ou seja, ninguém em Israel ficaria vivo até o início do glorioso Reino de Cristo, o qual virá como "manhã sem nuvens" (2 Sm 23:4) após os dias da tribulação. { Já na Antiga Aliança os israelitas almejavam uma longa vida para que, se possível, pudessem ficar até o início do Reino de glória que lhes fora prometido aqui na Terra. Lembre-se da tristeza de Ezequias quando ficou doente e das muitas súplicas contidas nos Salmos: "Salva-me da morte!"}. Mas "por causa dos escolhidos tais dias serão abreviados". Os "escolhidos", mencionados aqui repetidas vezes (v. 22,24 e 31), são israelitas; compare com SI 105:43, 106:5, Is 65:9,22, Rm 11:7,28. Quão grande prova não será quando, em meio a estes apertos, se levantarem falsos profetas e falsos cristas anunciando liberdade e até mesmo operando prodígios. "Aquele, porém, que perseverar até o fim (a saber, que não negar a fé e nem se deixar seduzir ante tamanha pressão), esse será salvo", entrará e participará do

A vinda do senhor

Por que razão Cristo não poderá estar "no interior da casa", como indicando que Ele seria um bebê recém nascido, ou então "no deserto", um lugar isolado próprio para instruir os seus ou até ajuntá-las para a luta? A resposta é que Ele já esteve aqui, e isto faz muito tempo; aqui foi rejeitado e crucificado, e agora está no céu. Disso tudo o remanescente crente está convencido, retém firme estas verdades, mas também sabe que Cristo virá vitorioso do céu como Juiz e como Rei, tal "como o relâmpago" (versos 23-27). Um evento anterior, a vinda do Senhor Jesus para acolher (arrebatar) os seus, não nos é apresentado como um relâmpago, mas sim como o nascer da "estrela da alva" (2 Pe 1:19; Ap 22:16-17). Portanto, o "relâmpago" aqui em Mateus 24 indica o juízo sobre os inimigos. O "cadáver" (verso 28) indica a triste descrição de Jerusalém naqueles dias.

O remanescente será, finalmente, libertado e introduzido no Reino (*Is 4:3-4). Dar-se-á então a libertação das duas tribos (o reino de Judá, que são os judeus), os quais passaram por juízos especialmente severos, pois foram eles, ou melhor, seus pais, que um dia crucificaram o Messias. Temos, portanto, que às duas tribos está determinado que passem ainda por severos juízos e por uma "seleção" na própria terra para a qual voltaram ainda na condição de incredulidade (Ez 22: 1-4 e 14­-22; Zc 12:6 e 13:8-9).

Os dias depois da Grande Tribulação

Após essa tribulação ocorrerão na Terra grandes modificações, uma revolução geral das coisas até que finalmente venha o "Filho do Homem" (versos 29-30). Na Sagrada Escritura o "sol”, a "lua" e as "estrelas" muitas vezes representam forças e poderios (compare Gn 37:9 e Ap 1:16). Assim, os reinos da Terra sucumbirão, e o Senhor Jesus assumirá todo o domínio, sendo o príncipe dos reis da Terra (Ap 6:12-17; 12:10; 19:11-16; 20:4; associe também aqui o sonho de Nabucodonosor, onde a pedra esmiuçou a grande estátua, figura de todos os reinos: Dn 2:34-35; 7:13-14).

Após sua volta o Senhor também fará reunir por meio de seus anjos o restante das dez tribos (Israel) que ainda estão dispersas (v.31). Estando entre os povos, ou seja, ainda fora da terra de seus pais, eles também passarão por juízos e por uma "seleção"; compare com Ez 20:33-38.

A respeito da recondução das dez tribos de Israel que até hoje ainda estão dispersas, leia ainda Is 56:8; 60:8-9; Jr 23:5-8; 29: 14; 31:10; 32:37-38; Ez 36:24. Há ainda outras passagens.

 

Continua em Referências para o estudo bíblico - Um auxílio para escola dominical - Profecia (parte 2 e 3)