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Problemas da Juventude do Casamento e da Família
Problemas da Juventude do Casamento e da Família

Problemas da Juventude do Casamento e da Família À luz da Bíblia

J. Graf

 

VI

OS ESPOSOS

(Ler Efésios 5:2.2-33) "Homem e mulher os criou" (Gênesis 1:27; 5:2). O homem e a mulher foram dotados de maneira diferente pelo Criador. Em geral, o homem possui uma maior capacidade de julgamento objetivo, ao passo que a mulher tem mais sensibilidade e inclinações afetivas.

A tendência que se verifica hoje é a de cada vez mais fazer desaparecer estas diferenças estabelecidas por Deus em áreas como o vestuário, o corte do cabelo, o comportamento, a atividade profissional e outros campos, mas isto é contrário à vontade de Deus.

Vamos agora considerar como as relações de Cristo com a Sua Igreja são um modelo para o casamento. A Igreja é composta de todos os verdadeiros crentes. Cristo é o cabeça da Igreja, e ela Lhe está submissa. Já no passado, Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela na cruz. No tempo presente Ele a santifica purificando-a pelo lavar da água, que é a Palavra. E a meta de Cristo para o futuro consiste em apresentá-La a Si mesmo gloriosa, não tendo nem mancha, nem ruga, porém santa e sem defeito. Com este objetivo Cristo alimenta e cuida da Igreja. Que sublime modelo para os esposos!

Consideremos em primeiro lugar a posição e os deveres do marido:

1 - A POSIÇÃO DO MARIDO

A ORDEM SEGUNDO DEUS

A ordem divina, mencionada em 1 Coríntios 11:3 é válida ainda hoje: Deus - Cristo - o homem - a mulher. O homem é o cabeça da mulher. E assim os homens gostam de citar Efésios 5:22 - "Vós, mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor" (E.R.e). Todavia, este versículo é dirigido às mulheres - e não aos homens. Elas deveriam, por elas próprias, estar sempre dispostas a ocupar o seu lugar segundo a ordem divina. O motivo "como ao Senhor" faz com que isso seja mais fácil. Por detrás do seu marido elas deveriam sempre ver o Senhor. Não se trata de uma questão de superioridade ou de inferioridade, mas sim da ordem estabelecida por Deus, que não pode ser desobedecida impu­nemente.

Esta ordem fica automati­camente perturbada tão logo o homem recorre a esse versículo contra a sua mulher. E o Senhor não pode ajudar, a menos que ambos se humilhem perante Ele, a fim de que a mulher tome por ela mesma o seu verdadeiro lugar.

Um dos requisitos para os anciãos e os diáconos em uma assembléia local é que eles governem bem a sua própria casa. Não seria isto aplicável a cada marido crente?

A SUA POSIÇÃO DE CABEÇA DA MULHER TAMBÉM IMPLICA UMA RESPONSABILIDADE PERANTE A SUA FAMÍLIA

- 1) "Ora. disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai. .. partiu, pois, Abrão como lho ordenara o SENHOR... levou...consigo a Sarai, sua mulher, e... partiram" (Gênesis 12:1-5).

- 2) "Disse Deus e Jacó: Levanta- te ... Então disse Jacó à sua família: ... lançai fora os deuses estranhos ... e subamos ... Então deram a Jacó todos os deuses estrangeiros ... e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto ,. a Siquém" (Gênesis 35:1-4).  

Notem que no exemplo seguinte o cabeça da família não correspondeu à sua responsa­bilidade:

- 3) Por causa da fome na terra Elimeleque deixou Belém, a casa do pão, com a sua mulher e os seus filhos. Foi para Moabe, sem ter para isso recebido uma ordem de Deus ou ter consultado a vontade dEle. E ali morreu, assim como os seus dois filhos (conferir em Rute1:1-5).

A Fidelidade Pessoal do Cabeça da Família é Uma Bênção Para os Seus

- 1) Foi por causa da fidelidade de seu pai Abraão que Isaque recebeu a mesma promessa: "Em tua semente serão benditas todas as nações da Terra; porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis" (Gênesis 26:4-5 ­E.R.C.; comparar com Gênesis 12:3; 18:18; 22:18 e 28:14).

- 2) Josué fez a sua opção independentemente do proce­dimento do povo: "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR" (Josué 24: 15).

- 3) O oficial do rei creu na palavra do Senhor Jesus e obedeceu, e assim o seu filho moribundo foi curado. O resultado foi: "creu ele e toda a sua casa" (João 4:50 e 53).

- 4) Paulo escrevia: "Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque [ele] muitas vezes me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas" (2 Timóteo 1:16-18).

O Marido Partilha da Responsabilidade Moral Pelos Erros de Sua Esposa

- 1) Eva caiu em transgressão (1 Timóteo 2: 14), mas em Romanos 5:14 fala-se da transgressão de Adão e não da de Eva. Deus perguntou a Adão, e não a Eva:
"Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?" (Gênesis 3: 11).

-2) Acabe foi tido por co-responsável pelas más ações da sua mulher Jezabel: “[Tu]mataste” (1 Reis 21:19). Mas o julgamento chegou também a ela.

- 3) Ananias e Safira acordaram entre si que levariam aos apóstolos apenas uma parte do dinheiro recebido pela venda da propriedade. Dariam a aparência de estarem ofertando voluntariamente o valor total. Ananias não teve oportunidade para arrepender-se; Safira teve a oportunidade mas não valeu-se dela, teimando em recusar o arrependimento (Atos 5).

De um modo geral, e infeliz­mente, dá-se pouca atenção a essa responsabilidade do marido.

2- Os Deveres do Marido

Amar a Sua Esposa

Esta ordem, repetida três vezes em Efésios 5:25,28 e 33, é bem justificada. Uma das coisas que caracteriza as pessoas nesse tempo de decadência da Cristandade e declínio da moral é que são, como os pagãos de Romanos 1:31, "sem afeto natural" (2 Timóteo 3:3). Mas ser afetuoso ou ser gentil ainda não é amar. O amor recíproco é mais do que a atração física.

Em Colossenses 3:19, o Espírito de Deus acrescenta: "Não vos irriteis contra elas" (E.R.C.)¹. A mulher não é nem o alvo nem o pára-raios para onde convergem os caprichos do caráter facilmente irritável do marido, para que descarregue sobre ela o seu mau humor. Pelo contrário, o amor não busca o seu próprio interesse e não se irrita. Que espírito de abnegação e de dedicação podemos ver no amor de Cristo pela Sua Igreja!

A mulher tem uma necessidade muito especial de ser rodeada de amor. Ela tem uma sensibilidade mais delicada do que o homem e as coisas po­dem afetá-la mais dolorosamente.

Esta tarefa não compreende somente a provisão do alimento para o corpo; compreende também apresentar a Palavra de Deus nos momentos devocionais diários da casa. O marido, como cabeça, deve estar a par do grau de desenvolvimento interior dos membros de sua família. Eis alguns exemplos:

- 1) No Egito, o Israelita foi incumbido de uma responsabilidade: "cada um tomará para si um cordeiro segundo a ... família ... conforme o que cada um puder comer" (Êxodo 12:3-4). Isto pressupunha um conhecimento exato das necessidades dos seus.

- 2) No deserto, Deus ordenou-lhes, acerca do .maná: "Colhei disso cada um segundo o que pode comer, um ômer por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda" (Êxodo 16:16).

- 3) O marido deve responder às necessidades espirituais da sua esposa: "As mulheres estejam caladas nas igrejas ... e, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos" (1 Coríntios 14:34-35 - E.R.C.).

1) “ Não as trateis com amargura” (E.R.A), ou então: “não sejais ásperos com elas”.

Vejam então como é importante que os próprios maridos alimentem-se abundantemente da Palavra de Deus (Colossenses 3: 16), para serem capazes de cumprir esse dever ante suas respectivas esposas. Muitos maridos têm sido omissos nesse campo, e as conseqüências que vemos são assustadoras.

Acarinhá-la

Ao marido compete cuidar do bem-estar corporal e espiritual de sua esposa.

Elcana dava de comer a Ana, sua esposa, uma porção dupla do sacrifício, porque ele a amava (1 Samuel 1:5).2

Ter Consideração Para com Ela

Ao marido também se ordena que tome em consideração o estado físico de sua mulher. Deve coabitar com ela com entendimento (ou discernimento), dando honra à mulher como sendo um vaso mais fraco (1 Pedra 3:7). Deverá ter em conta, como convém, os sentimentos e a sensibilidade da sua mulher; também dará ao seu estado de saúde toda a consideração necessária.

As Orações

A oração pública3 (1 Timóteo 2:8) é uma atribuição de todos homens crentes. Como é importante que os homens levantem as suas mãos santas para oração também no âmbito familiar. A oração na família é a atribuição do cabeça da casa. Toda desarmonia decorrente da falta de considerações para com a esposa pode constituir um verdadeira obstáculo para que o homem possa proferir desimpedidamente as suas orações (1 Pedra 3:7).

3 - A ESPOSA SEGUNDO OS PENSAMENTOS DE DEUS

"A mulher virtuosa é a coroa do seu marido" (Provérbios 12:4).

"A mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada" (Provérbios 31:10).

Ser virtuosa, temer a Deus, ser uma boa auxiliadora, possuir um senso de decência ou então de discrição (Provérbios 11:22), ser sábia (Provérbios 19:14), enfim, são valores que embelezam a esposa crente.       

2)Figurativamente, ele estava fazendo com que sua esposa apreciasse o sacrifício do Senhor e a Pessoa dEle como fonte de salvação, de paz e de alegria.
3)A "oração pública" é aquela proferida na presença de outras pessoas. Em nosso contexto, ela está em contraste com a "oração pessoal" que é feita a sós com Deus.

4 - A ATIVIDADE DA MULHER CASADA

O SEU RAIO DE AÇÃO É O LAR (PROVÉRBIOS 31:13-27)

Para muitas mães a atividade doméstica implica num sem fim de trabalhos e obrigações, apesar dos aparelhos que lhe facilitam a dura tarefa. Vocês lembram quando o Senhor repreendeu a Marta? Não foi pelos seus trabalhos, porém quando a lida doméstica ocupou o seu coração a tal ponto de negligenciar a comunhão pessoal com Ele e com a Sua Palavra (Lucas 10:40-42).

As jovens esposas devem ser ensinadas a ocuparem-se dos cuidados da casa (Tito 2:4-5). Muitas negligenciam esses cuidados, preferindo atividades espirituais. É um erro. É verdade que há necessidades espirituais dentro e fora de sua casa que requerem atenção, porém devem atentar para que essas não se sobreponham às tarefas diárias do lar, pois o que vem em detrimento da família é contrário à vontade de Deus.

Outras há que, por circunstâncias diversas, se vêem menos sobrecarregadas. Como poderão elas então empregar o seu tempo livre? A Palavra de Deus recomenda que pratiquem a hospitalidade, socorram os aflitos e os necessitados, visitem os doentes, etc. (1 Timóteo 5:10; Provérbios 31 :20).

A ATIVIDADE PROFISSIONAL DA ESPOSA E MÃE

Há certos casos em que a família não pode passar sem o salário ou a colaboração da esposa (por exemplo na agricultura, no artesanato, etc. Atos 18:3; Provérbios 3l:24). Mas se o motivo dessa atividade fora do âmbito do lar for a sua insatisfação com a esfera que por natureza lhe compete -- as atividades de esposa e mãe --, ou uma ambição por dinheiro, então certamente haverá reflexos negativos para a sua família, especialmente para os filhos. Podem, contudo, ocorrer necessidades emergenciais como, por exemplo, casos de doença e desemprego. Porém, passada a situação, uma mãe deverá cogitar suspender logo a sua atividade profissional. Habituar-se às amenidades de um ganho extra é uma armadilha do Inimigo.

Um proceder cada vez mais corrente na Europa é a mulher trabalhar enquanto o marido prossegue os seus estudos (pagos pelo governo) em temp6 integral. Mas isto inverte a ordem que Deus estabeleceu. Agora, se um jovem rapaz entende não poder esperar até ao fim de sua formação profissional para se casar, e se submete a um trabalho com salário inferior ao que poderia aspirar com o diploma na mão, estará tomando uma decisão digna de respeito, e Deus a abençoará à medida que tenha sido tomada no temor do Senhor. Se a lei obriga a esposa a trabalhar, como, infelizmente é o caso em certos países, sobretudo em tempo de guerra, não lhe resta senão submeter-se às autoridades (Romanos 13: 1-2), desde que não esteja violando a vontade de Deus.

Ociosidade e Bisbilhotice

As Sagradas Escrituras também nos advertem desse perigo; o Adversário não deve ter ocasião para maldizer (1 Timóteo 5:13­14). Quando uma mulher virtuosa abre a sua boca, fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua (Provérbios 31:26). Uma vida repleta de tarefas e obrigações aprovadas por Deus preserva a mulher casada da ociosidade e suas más conseqüências.

5 - A POSIÇÃO E OS DEVERES DA ESPOSA

Ao contrário das repetidas exortações feitas aos maridos para que amem as suas próprias mulheres, as jovens esposas são exortadas apenas uma vez neste sentido. A mulher tem menos necessidade que o homem de ser exortada nisso, pois o amar é, para ela, uma disposição natural. Mas a exortação lhe é feita com um adendo: 'e amar a seus filhos'. Convém, então, que ela respeite a ordem estabelecida pela Sagrada Escritura: em primeiro lugar está o amor ao marido; o amor pelos filhos não deve tirar dele a primazia (Tito 2:4).

SER UMA AUXILlADORA PARA O SEU MARIDO (GÊNESIS 2:18)

Este lugar lhe foi atribuído por Deus, e se aplica a todas as esferas: material, moral e espiritual. Enquanto a tarefa do marido é governar bem a sua própria casa, ela deve 'atender ao bom andamento da sua casa' (Provérbios 31:27). E assim será uma auxiliadora para o seu marido. A mulher sunamita não era indiferente com quem entrava e saía da sua casa. Ela observou bem o seu hóspede, o profeta Eliseu, e "disse ao seu marido: [Eu] vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus". Esta vigilância é mais do que nunca necessária numa casa cristã.

SUBMISSÃO •••

OU IGUALDADE DE DIREITOS?

Estar submissa ao seu marido implica, para a mulher, que não se coloque no lugar dele ou mesmo acima dele. É uma posição que a lei de Moisés já estabelecia (1 Coríntios 14:34). Devem ser observados também os adendos colocados em Efésios 5:22,24 e Colossenses 3:18: "Submissas ... como ao Senhor... em tudo submissas ... como convém no Senhor". Que padrão elevado! Somente compreende uma restrição, aplicável caso o marido lhe peça alguma coisa que não é conforme a vontade do Senhor.

A igualdade entre o homem e a mulher, muito apregoada atualmente, não é consoante com as porções da Sagrada Escritura que foram citadas. É uma idéia que, na realidade, tende a revogar a ordem estabelecida por Deus para bênção de um e de outro. Mas estes versículos também não foram dados para franquear abusos do marido. O Senhor Jesus tomou sempre, e de maneira exemplar, o lugar de submissão para com o Seu Deus. Era a Sua comida fazer a vontade de Seu Pai (João 4:34). E assim compete à esposa tomar de bom grado o lugar que Deus lhe deu.

Os exemplos seguintes ilustram o que temos dito:

- 1) Quando a mulher de Suném discerniu que Eliseu, que passava freqüentemente por ali, era um homem de Deus, ela foi a seu marido e lhe disse: "Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro" (2 Reis 4:9-10). Ela tratou o assunto com o seu marido; não atuou de maneira independente.

 - 2) O casal Áquila e Priscila é citado seis vezes, sendo que o nome da mulher é até mesmo mencionado primeiro em três ocorrências. Mas em todas as menções ela está tomando o lugar que lhe convém, e este é bem mais precioso do que aquele que a "igualdade de direitos" lhe poderia oferecer.

A Palavra de Deus também não guarda silêncio de casos em que a submissão foi ignorada:

- 1) Eva tratou com a serpente, em lugar de remetê-la a Adão, a quem os mandamentos tinham sido dados. Hoje ainda sofremos as consequências dessa desobediência (Gênesis 3).

- 2) Tudo indica que Zípora, a mulher de Moisés, se opusera ao mandamento divino dado a Israel, de circuncidar o seu filho. Quando estavam a caminho do Egito, Deus finalmente teve de intervir com severidade, procurando até mesmo matar a Moisés. Foi somente então que ela cessou com sua oposição e obedeceu. Fazendo-o, ela não somente poupou a vida do seu marido, mas também removeu um obstáculo que Deus não podia suportar. Teria desqualificado Moisés para cumprir, com a força do Alto, a tarefa e o serviço que Deus lhe tinha confiado (Êxodo 4:24-26. Comparar 1 Timóteo 3:5).

A prática da submissão pode, no entanto, ser uma prova difícil:

"A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão" (1 Timóteo 2: 11). Mas como aprenderá de um esposo não convertido ou pouco espiritual, que não estuda a Palavra de Deus? Ou como deve proceder caso o seu marido não assumir a sua posição de responsabilidade na família, ou se ele a estorva de assistir às reuniões, ou se ele exerce uma influência nada boa sobre os filhos? A resposta da Palavra de Deus é sempre: a submissão. Quantas vezes uma atitude independente não acabou sendo o obstáculo a uma mudança do estado de espírito do marido! Mas Deus nunca ilude a confiança nem a obediência, e dá a força necessária para perseverar.

É pela submissão, pelo com­portamento calado e exemplar, por um puro proceder no temor de Deus que tais maridos, que não querem escutar a Palavra de Deus, poderão ser ganhos para Cristo (1 Pedro 3:1). Mas essas mulheres têm necessidade da intercessão dos seus irmãos e irmãs, porque não é fácil para elas seguir essas recomendações e proceder assim.

A ESPOSA RESPEITE A SEU MARIDO (EFÉSIOS 5:33)

Respeitar (ou reverenciar ­EB.C., ou temer) não quer dizer que a mulher deva ter medo do seu marido, mas, sim, reconhecer a posição do marido e a ordem que Deus estabeleceu, conferindo a ele a responsabilidade por sua esposa e por toda a família.

6 - A INFLUÊNCIA DA ESPOSA SOBRE O SEU MARIDO

Esta influência é bem maior do que geralmente se pensa. Os seguintes exemplos bíblicos demonstram isso:

BOAS INFLUÊNCIAS QUE SÃO ACATADAS

Manoá não conhecia bem o seu Deus. Pensava que o encontro com o anjo do Senhor lhes custaria a morte, tanto dele como de sua mulher. Mas a confiança ilimitada da sua mulher em Deus ultrapassou a sua falta de fé (Juízes 13:22-23).

BOAS INFLUÊNCIAS QUE SÃO DESPREZADAS

Abigail alertou Nabal, seu marido, do grande perigo que corria por causa do ignóbil e ingrato tratamento dado a Davi. Graças à ajuizada intervenção dela, o pior foi evitado. Mas o coração de Nabal estava tão endurecido que nem reparou na libertação operada por meio da sua mulher. A influência dela lhe foi inútil (1 Samuel 25:36-38).

Más Influências

- 1) Sendo já velho, as mulheres estrangeiras do rei Salomão fizeram o seu coração se desviar para outros deuses (1 Reis 11 :4). Cerca de 600 anos mais tarde, Neemias indagava: "Não pecou por isto Salomão, rei de Israel? Ainda que em muitas nações não houve rei como ele, que era amado de seu Deus... contudo, as mulheres estrangeiras o fizeram pecar" (Neemias 13:26 - Versão em espanhol "Reina y Valera" de 1960).

Nesse caso a má influência veio de mulheres pagãs. Mas infelizmente também é possível que uma mulher crente, que não seja espiritual, exerça uma influência negativa sobre o seu marido.

- 2) É o que fez Sara na questão com Agar. Sara propôs a seu marido uma solução carnal. "E ouviu Abrão a voz de Sarai". Movido pela fé ele teria que dizer­-lhe "não". Mais adiante ele diz:

"Eis que tua serva está na tua mão". Entrega Agar nas mãos de sua mulher em lugar de assumir, ele próprio, a responsabilidade pelas conseqüências de seu passo em falso (Gênesis 16:2, 16). Mas Deus também tinha escutado a aflição de Agar (verso 11).

Mais tarde, vemos Sara determinando: "Deita fora esta serva e seu filho" (Gênesis 21:10). Abraão não queria satisfazer as exigências da sua mulher, por causa do seu filho Ismael. Sara agia na sua própria iniciativa, porém, as palavras dela correspondiam à vontade de Deus. A má consciência de Abraão fez com que sua iniciativa para a tomada de decisões estivesse imobilizada. Mas Deus interveio. E o mesmo Deus ouviu também a voz do menino moribundo e fez com que Agar avistasse um poço de água (Gênesis 21:10,17,19). Temos as conseqüências desse erro ainda hoje visíveis no Oriente Médio.

MÁS INFLUÊNCIAS QUE NÃO SURTEM EFEITO

- 1) A mulher de Jó viu o seu marido coberto de tumores malignos e disse-lhe: "Amaldiçoa a Deus, e morre". Mas" em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios" (Jó 2:7-10).

- 2) Mical, mulher do rei Davi, comparou o seu marido a um homem insignificante. No entanto Davi desejava ser mais insignificante ainda e ser humilhado aos seus próprios olhos, contanto que Deus fosse glorificado (2 Samuel 6:20-22).

7- Promessas Particulares

A mulher "salvar-se-á dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação" (1 Timóteo 2:15 ­E.R.C.). É uma promessa que faz referência à queda no pecado, quando Eva teve uma participação importante, e teve que escutar:

"Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos (Gênesis 3:16). Pela cruz de Cristo essa conseqüência do pecado tem agora um contrapeso. A promessa de 1 Timóteo 2: 15 disponibiliza os recursos da graça sem, contudo, prejudicar os caminhos governamentais de Deus.

8- Os Esposos

Ambos são "juntamente her­deiros da mesma graça de vida" (1 Pedro 3:7). Que sublime vocação!

Deus já tinha estabelecido as relações intimas· dos esposos quando o homem ainda estava no estado de inocência: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra" (Gênesis 1:28). A Escritura não tem por pecado o próprio ato ou o fato de se falar dele. O Espírito Santo serve-Se de diversas expressões para lhe fazer referência. Mas notemos que a Bíblia, e em particular o Novo Testamento, aborda o assunto com dignidade e com seriedade, e não com a desinibição que se observa hoje em dia. "Digno de honra entre todos seja o matrimônio" (Hebreus 13:4). Em 1 Coríntios 7 o apóstolo trata das relações íntimas, mas antes de introduzir o assunto, antecipa, no capítulo 6:15-19, que o nosso corpo é membro do corpo de Cristo e templo do Espírito Santo. Assim entendemos que uma reserva reverente deveria caracterizar também a nós.

As relações íntimas não têm unicamente por fim gerar filhos, são antes uma decorrência normal de uma feliz comunhão a nível espiritual e emocional, a expressão da harmoniosa união de mente, alma e corpo, no respeito mútuo. Era por isso que um Israelita, recentemente casado, não precisava ir à guerra. Devia alegrar a sua mulher (Deuteronômio 24:5), e alegrar-se nela (provérbios 5: 18-19).

Neste âmbito não há preeminência de um ou o detrimento do outro cônjuge (1 Coríntios 7 :4).

A Abstinência

Antes da sua conversão, os Coríntios tinham vivido desen­freadamente na sensualidade e na satisfação dos prazeres carnais. É de supor que depois passaram a considerar como um pecado toda a relação íntima, e abstiveram-se delas, e isso naturalmente gerou dificuldades na vida conjugal. Conhecendo o seu passado de incontinência, o apóstolo responde às questões que lhe haviam encaminhado recomen­dando-lhes assim: "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás vos não tente por causa da incontinência" (1 Coríntios 7 :5). Quão facilmente incorre-se no perigo de satisfazer aos desejos carnais sem que haja harmonia a nível espiritual e emocional! ...

O domínio de si mesmo é, como já tínhamos visto, uma das características do fruto do Espírito, que deveria ser abundantemente manifestado entre nós (2 Pedro 1:6-8).

O Antigo Testamento dá algumas exortações e exemplos concernentes à abstinência:

- 1) A lei de Moisés prescrevia a observação de certas prescrições higiênicas: Levítico 18:19; 20:18; Ezequiel 18:6.

- 2) Na ocasião em que Deus descesse sobre o monte Sinai, aos olhos de todo o povo de Israel, os israelitas deviam preparar-se adequadamente:

Moisés santificaria o povo; eles lavariam as suas vestes e se absteriam das relações conjugais para estarem prontos ao terceiro dia (Êxodo 19:14-15).

Deus estava para revelar-Se ao Seu povo na Sua santidade. E assim o povo devia dedicar-Lhe atenção total. Os seus interesses pessoais ou familiares deviam ser relegados ao segundo plano. Não há também na nossa vida familiar momentos que pertencem exclusivamente ao Senhor?

Ambos os casos tratavam de uma abstinência fora do habitual e de duração limitada. Mas, desconsiderando os impedimentos eventuais, a abstinência voluntária somente deve ocorrer para fins de exercício espiritual por um breve período de tempo ("para se aplicarem à oração - 1 Coríntios 7 :5), ou por respeito ao estado de saúde da mulher (1 Pedro 3: 7).

É Bíblico o Controle de Natalidade

A limitação de filhos é uma questão muito enfocada no mundo atual, e até casais crentes tem cogitado o assunto.

Quais são os pensamentos de Deus a respeito?

Ora, Deus abençoou Adão, assim como Eva, no seu estado de inocência: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra" (Gênesis l:28). Mais tarde disse a mesma coisa a Noé e a Jacó (Gênesis 9:1,7; 35:11). O Novo Testamento não faz referência a tais fatos. Tomando, então, estas passagens, ou mesmo João 1: 13, onde se diz que o homem é nascido da vontade da carne ou da vontade do homem, alguém poderia interpretar que o homem tem poder para influenciar, de uma maneira ou de outra, na procriação. Que pensar disto? ..

Admirado, o Salmista assim descreve a obra de Deus: "Pois possuíste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado... Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia" (Salmo 139:13-16.E.R.C.).

O nascimento de um ser humano tem por base a vontade e o poder do Criador; porém Deus confiou ao homem a faculdade da procriação. O homem é apenas um instrumento na mão de Deus. Mas está ao alcance do homem permitir a operação de Deus, e acatá-la com gratidão, ou então impedi-la também.

Quando um casal não restringe a operação de Deus, pode ser que a família torne-se numerosa. Temos na Palavra de Deus famílias que proliferaram bastante e outras nem tanto, e também há ocorrências de casais sem filhos (1 Crônicas 4:27; 2:30-32).

Há casos em que essa responsabilidade do casal temente a Deus é posta à prova, por exemplo, quando, em função de um estado de saúde deficiente, seja recomendável limitar o número dos filhos.

Nos dias em que o faraó quis matar todos os bebês israelitas do sexo masculino, Anrão e Joquebede, os pais de Moisés, tinham um motivo válido para abrir mão de mais filhos. Mas a sua fé no Deus vivente e conservador da vida era tão forte que não temeram o edital do rei (Êxodo 1:22; 2:2-3; Hebreus 11:23). Esse exemplo demonstra o valor que Deus atribui à fé, ou, conforme o caso, à falta de fé nessa questão.

A procura de comodidades pessoais ou o receio de não poderem alimentar ou educar os filhos não são razões para recusar esta bênção do Céu. Tais razões estão em oposição com o Salmo 104:27-28: "Todos esperam de ti que lhes dês o seu sustento em tempo oportuno. Dando-lho tu, eles o recolhem; abres a tua mão, e enchem-se de bens" (E.R.C.). O povo terrestre de Deus, Israel, tinha essas promessas materiais. Quanto a nós hoje, somos exortados a lançar toda a nossa ansiedade sobre Aquele que cuida de nós (1 Pedro 5:7).

Mas não se deve concluir daí que um matrimônio cristão deva conduzir ao maior número possível de filhos, sem nenhuma reserva. Os conjugues devem juntos exercitar-se perante o Senhor quanto à sua responsabilidade em educarem os filhos. Um outro aspecto, a consideração que o marido deve ter pelo estado de saúde da sua esposa, segundo 1 Pedro 3:7, já tinha sido comentado anteriormente. Em alguns casos seria recomendável buscar o conselho de um médico crente.

É verdade que a Sagrada Escritura não dá nenhuma regra de conduta expressa a este respeito. Ainda assim, um casal que teme a Deus, e que esteja se confrontando com esta questão, deve examinar se os seus motivos são conforme a vontade de Deus e se estão procedendo pela fé. Ninguém pode caminhar mediante a fé de outrem. A fé tem que ser pessoal. "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus" (Romanos 14:22).

Os pais de uma família numerosa são muitas vezes avaliados com desprezo pelo mundo. Os crentes farão bem em se guardarem de toda a espécie de crítica leviana a respeito dos pais que têm uma família numerosa, bem como daqueles que não têm filhos. Somente Deus conhece a fé que exercita os corações face a estes problemas.

O controle de natalidade que hoje é propagandeado no mundo propõe a possibilidade de optar por uma gravidez, a escolha da ocasião e a determinação do número desejado de filhos, como se isto fosse de livre escolha dos esposos, quaisquer que sejam os seus propósitos e seus princípios. Pelo que temos visto, concluímos que essas maneiras de ver não encontram nenhum apoio na Palavra de Deus.

As Brigas

Neste mundo numerosos casamentos são arruinados pelas brigas e desavenças. Quem faz idéia do sofrimento que resulta disso? Num casamento cristão não deveria haver lugar nem mesmo para simples tensões entre os esposos, porque o Senhor Jesus sofre desonra com isso, e os filhos danos duradouros. Uma contenda estoura facilmente, mas como é difícil depois para restabelecer a paz e a confiança (Provérbios 17:14). Muitas brigas têm sua origem no ciúme ou na inveja. O livro de Provérbios cita ainda outras causas como a soberba (13:10), a ira (15:18), a zombaria (22:10), a cobiça (28:25) e a palavra dura (15:1).

Um marido contencioso atiça rixas (Provérbios 26:21). Uma mulher contenciosa é duas vezes comparada a um gotejar contínuo em dia de grande chuva (Provérbios 19:13; 27:15). Envenena o lar mais unido e irrita as pessoas (Provérbios 21:9 e 19; 25:24).

Muitos esposos alegam que o seu parceiro tem um espírito contencioso, mas esquecem que bastaria que um deles seja longânimo para que toda discussão fosse apaziguada (Provérbios 15:18).

As condições indispensáveis para que haja uma plena restauração são: (1) um sincero arrependimento do mal cometido e (2) a mútua confissão das próprias faltas e pecados. A separação ou o divórcio não consistem numa solução e são contrários à vontade de Deus.

Conclusão

A união íntima entre marido e mulher envolve muitas questões pessoais. Os esposos devem examinar juntos na presença de Deus as suas motivações e o seu procedimento. Se depositarem nEle toda a confiança, com a Sua graça, obterão a correta solução para todos os seus problemas.

 

Referências para o estudo bíblico - Dicas para a escola dominical