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Felicidade ou Infelicidade no Casamento e Família3
Felicidade ou Infelicidade no Casamento e Família3

Felicidade ou Infelicidade no Casamento e Família (Parte 3)

 

PAIS E FILHOS

Efésios 5:29 a 6:4

Quais são os princípios que valem em nossas vidas, falando­-se em termos do casamento e da família? A carta aos Efésios considera-nos pessoas celestiais, motivo pelo qual deveríamos viver o curto tempo que nos resta segundo regras e princípios celestes. Para o incrédulo valem

outros princípios e outras maneiras de união conjugal. Também os crentes correm risco de ser contagiados por aquelas tendências carnais. Hoje no mundo é bem normal ajuntarem-­se os parceiros sem mesmo terem uma certidão de casamento. Encara-se isso com naturalidade.

Nenhum cristão que por algum motivo ouse adotar esse tipo de união, ou que se amolde aos princípios do mundo, poderá contar com a bênção de Deus. Em Gálatas 6:7-8 lemos: "Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção". Que ninguém se iluda: toda a severidade dessas palavras diz respeito a nós. Quem, por exemplo, semear aveia, não pode esperar que vá colher trigo. Quem, pois, viver e agir segundo princípios deste mundo, só pode colher coisas más.

Desde sempre tem sido a intenção de Satanás destruir a felicidade no matrimônio e no lar, por qualquer meio, custe o que custar. Satanás quer seduzir-nos a viver segundo princípios mundanos, derrubando assim a ordem que Deus estabeleceu. Podemos participar de seus esquemas? Queremos "fazer o jogo dele"? Os perigos são, sem dúvida, iminentes, motivo porque Paulo escreve aos Colossenses:

"Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e enten­dimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado" (CI 1:9-10). Será que não necessitamos todos dessa oração em favor do nosso matrimônio e da nossa família? Quando estivermos "transbordando" ­preenchidos com a vontade de Deus -, nada mais terá lugar dentro dos nossos corações. Mas agora pergunto: Oramos esta oração (CI 1 :9-10) em nosso próprio favor e em favor de nossos irmãos? Deus fez questão de transmiti-Ia a nós justamente para que aprendêssemos a orar assim. Será que somos realmente conhecedores da vontade de Deus quanto ao casamento e à família, ou será que preferimos agir de acordo com a nossa própria vontade? O rei Saul preferia fazer o que ele achava por bem, então Deus teve de falar-lhe seriamente:

"Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar" (1 Sm 15:22-23). A vontade própria, a obstinação, é, aos olhos de Deus, um terrível pecado.

Como é que lemos lá em 1 Pe 1:2? “... eleitos, segundo a presciência de Deus' Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo". Será que Pedra não se enganou quanto à seqüência? Não, porque em primeiro lugar está a obediência, depois a aspersão do sangue. Essa ordem é divina e mostra que, para Deus, a obediência é muito importante. A primeira coisa que Deus opera nas pessoas é a obediência. Quando Saulo foi cercado por aquela luz, no caminho a Damasco, uma de suas primeiras perguntas foi: "Senhor, que queres. que faça?" (versão R.C.). Isso foi obediência. Foi só mais tarde que Paulo aprendeu o valor do sangue de Cristo.

É também Pedra quem nos traz à memória que nos tomamos filhos da obediência (1 Pe 1:14). Obediência predispõe absoluta sujeição da nossa vontade à vontade de Deus. O livro de Juízes mostra-nos um grande povo em que cada um fazia o que parecia justo aos seus próprios olhos. Havia, no entanto, no meio de todo aquele povo um casal que consultava a vontade de Deus:

Manoá e sua esposa. O desejo deles era fazer o que Deus dizia. Eram obedientes assim como tementes à Palavra de Deus. Obediência e reverência andam juntas e são fundamentais para um convívio feliz, tanto no matrimônio quanto na família.

Bem conhecemos as palavras de Josué, já no fim da sua carreira:

"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24: 15). Esse versículo enfeita a parede em muitos lares cristãos; o importante é saber se é a expressão da nossa convicção, ou se não passa de um ornamento, da mera confissão dos lábios.

Viajando pelas paisagens dos Estados Unidos tem-se oportunidade de ver casas lindas, bem cuidadas, mas logo ao lado vêem-se outras em péssimas condições: telhas quebradas, janelas arrombadas, e o capim crescendo em todos os cantos. A que tipo de casa assemelha-se a nossa relação conjugal e a nossa família: a uma casa bem mantida ou a uma ruína? Do mesmo modo que uma casa precisa ser cuidada, assim também o matrimônio e a família precisam ser cuidados e zelados. Nossos lares só estarão em ordem quando forem tratados dentro dos princípios de Deus.

Alguns destes princípios já foram considerados: a submissão da mulher e o amor e o carinho do marido. Como está entre nós a realização desses dois pontos? Como está a aplicação daqueles sete preceitos que as mulheres idosas deveriam ensinar às jovens? (Tt 2:4-5). Onde estão as tais irmãs mais velhas que tenham vivido de acordo com aqueles preceitos, para agora ensiná-los às mais jovens? São todas perguntas que não podemos ignorar.

Em Efésios 5:29 lemos: "Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja". Conforme já foi visto, este alimentar e este cuidar são tanto de ordem material quanto espiritual. Também nisso Cristo é o nosso exemplo. Ele nos nutre e cuida dia após dia, semana após semana. Pensemos apenas nas reuniões dos crentes, que Ele mesmo nos concede ter, onde, segundo Sua promessa, Ele se faz presente, anelando ser o ponto central de atração, onde nos alimenta espiritualmente e nos abençoa.

Em 1 Tessalonicenses 2:7-8 vemos o apóstolo Paulo nas pisadas do seu Mestre. Ele diz: “... todavia, nos tomamos dóceis entre vós, qual ama que acaricia (que cria) os próprios filhos... por isso que vos tomastes muito amados de nós" . Quem foi tão "dócil" , tão brando, quanto o Senhor Jesus? A Ele Paulo procurava imitar. Somos nós também dóceis com nossas esposas? Será que não somos muitas vezes duros e ríspidos contra elas? É necessário que cada dia aprendamos do nosso Mestre.

"Alimentar" implica preparar e também transmitir o alimento. Talvez seja nosso costume ler regularmente a Bíblia ou algum livro devocional com os que estão à mesa após as refeições, e isso é bom. Mas também explicamos o que foi lido? Trocamos idéias sobre o assunto? Fazemos comentários? Tomamos preciosas aos nossos filhos a Palavra de Deus que foi lida, essa Palavra que deve nutrir não somente a nós pais, mas também a nossos filhos? Se a Bíblia não for explicada aos pequenos, e se, conseqüente­mente, eles não a entenderem, ficarão logo enjoados. Às vezes ouve-se o seguinte da boca de pais crentes: "Não tenho o dom de explicar a Palavra de Deus para crianças". Quem não vive em estreita comunhão com o seu Senhor, não pode amar como Ele ama nem pode nutrir os seus filhos assim como o Senhor nos nutre. No tribunal de Cristo isso lhes será por vergonha, porque Cristo não lhes poderá conferir o galardão (a recompensa) que intentava dar.

No primeiro livro de Samuel são mencionadas ao todo 14 casas, ou seja, famílias. Somente duas casas eram estáveis: A casa de Zadoque, o fiel sacerdote (2:35), e a casa do rei Davi, o homem segundo o coração de Deus (veja cap. 25:28). Tais casas Deus gostaria de dar a cada um de nós, casas fundadas sobre a "Rocha". Quem edifica sobre areia, isto é, quem vive liberalmente, a seu bel-prazer, não terá estabilidade. Não é este, porventura, o retrato de muitas das casas descritas no primeiro livro de Samuel? Consideremos a casa de Eli, o sacerdote: é um exemplo vivo de instabilidade. Por quê? Porque na educação dos filhos não se respeitaram os princípios divinos. Deus teve de julgar esta casa, e Eli e seus dois filhos morreram num mesmo dia.

"Porque somos membros do seu corpo. Eis porque deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tomarão os dois uma só carne" (Ef 5:30-31). Somos membros do Seu corpo porque Ele morreu por nós. Que quadro sublime se eleva perante nossos olhos: "Cristo e Sua Igreja"! Por toda a eternidade, estaremos intimamente ligados a Ele, sim, seremos uma parte Dele. Em Efésios 1: 22- 23 Paulo diz que Ele " ... pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas."

Esse relacionamento tão estreito é agora aplicado à união do marido e da mulher. Está em conformidade com os planos de Deus que o homem deixe seus pais para se casar com uma mulher. Quem casa com uma mulher no Senhor terá achado uma coisa boa. É recomendável, também, que pais cujos filhos já estão casados liberem-nos para que possam dedicar-se a seus próprios lares. Muitas uniões, hoje, sofrem porque os laços com pai e mãe continuam fortes demais. É necessário que os pais entendam que seus filhos ora casados são independentes e agora estão ligados a outros laços mais fortes. Não mais deveriam exercer autoridade sobre eles. Por outro lado, é importante lembrar que filhos jamais deixarão de ser filhos de seus pais.

É notável que é dito que o "homem" deixará seu pai e mãe, e não "o jovem" nem ainda "o menino". Para casar, deve-se ter certa maturidade. Não faltam exemplos para demonstrar que compromissos firmados muito cedo podem resultar em aflição. Quantas vezes matrimônios imaturos têm sido infelizes e frustrados. Esse tipo de experiências deve levar-nos a atender às recomendações na Palavra de Deus. "O que atenta para o ensino, acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz" (Pv 16:20). O princípio divino é: "Cuida dos teus negócios lá fora, apronta a lavoura no campo, e depois edifica a tua casa" (Pv 24:27). O homem que pretende casar-se precisa ser capaz de sustentar mulher e filhos, tanto material quanto espiritual­mente. Os pais, que possuem bem mais experiência, talvez tenham algum conselho neste aspecto, e deveria ser óbvio que os noivos o considerem.

O homem se unirá à sua mulher, e se tomarão os dois "uma só carne". Durante o noivado, que aliás é importante para Deus, os jovens chegam a se conhecer e aprendem a se amar; mas" uma só carne" passarão a ser somente depois de casados. Outra coisa notável é que Deus não fala de três ou mais pessoas, senão somente de duas, que passarão a ser uma só carne. É importante que isso seja observado. Não vemos na África as terríveis conseqüências da poligamia? Os exemplos do Velho Testamento também mostram que várias mulheres nunca foram uma bênção. Pensemos somente em Abraão e Hagar, ou o fim lamentável de Salomão, cujo coração se voltou aos ídolos de suas muitas mulheres. Somente a observância dos preceitos da Palavra de Deus é que pode assegurar-nos a bênção real.

Em Gênesis 2 temos o relato da formação de Eva. Alguém, certa vez, disse com muito acerto que Eva não foi formada do pé de Adão, pois não deveria ser pisada por ele; nem tampouco foi formada de sua cabeça, pois não deveria dominar sobre ele. Foi tomada do lado, ali onde está o coração. O lugar da esposa deve ser ao lado do marido, não abaixo dele, nem acima. E ele deve amá-la.

"Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Não obstante, vós, cada um de si, também ame a sua própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite a seu marido" (versos 32-33). Estes versículos são como que um resumo do que foi apresentado. Nós, maridos, devemos amar nossas esposas como a nós mesmos. Acaso não nos amamos a nós mesmos? Ora, pois, tratemos e amemo-las dessa mesma forma! E as mulheres? Às mulheres cabe respeitar e considerar seus maridos como cabeça sobre si. Tudo isso deve ser observado levando em conta a aprovação do Senhor no tribunal de Cristo. Ele dará o devido galardão.

Com o capítulo 6 começam as orientações ligadas aos filhos. Filhos constituem uma bênção que, como pais, podemos receber, gratos, da mão de Deus, mas por outro lado não deveríamos jamais negligenciar a responsabilidade que está vinculada a esse dom de Deus.

"Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre aterra" (versos 1-3). Com vistas à promessa contida nesses versículos; convém lembrar que Deus ainda hoje cumpre Sua Palavra. A obediência dos Filhos é mencionada ao menos seis vezes no Novo Testamento, o que é prova de que ela é muito importante aos olhos de Deus. Mas a obediência deve ser exercitada. É responsabilidade dos pais - especialmente do pai ­exigir obediência dos filhos.

No Velho Testamento, Deus nos dá várias lições práticas por meio de situações havidas em certas famílias, mostrando tanto exemplos positivos quanto negativos. De entre estes exemplos já temos visto o trágico fim da família de Eli. Qual teria sido a causa da tragédia? Os filhos faziam o que achavam por bem, e o pai não os repreendia. São severas as palavras que lemos acerca deles: "Entretanto não ouviram a voz de seu pai" (1 Sm 2:25). "Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele não os repreendeu" (1 Sm 3:13).

Davi havia aprendido a obedecer na casa de Jessé, seu pai. Quando seu pai o mandou ir ver seus irmãos, Davi não hesitou, mas foi imediatamente. Por diversas vezes a Bíblia salienta a obediência de Davi tanto para com seu Deus quanto com o rei SauI. Essa obediência fora adquirida na infância, com seus pais e o acompanhou por toda a sua vida.

Vejamos, contudo, como estava a sua própria família, ou seja, seus filhos. Davi infelizmente não adotou o exemplo do seu pai na educação dos filhos. Davi tinha muitas mulheres e vinte filhos. Qual foi a educação que lhes deu? Amnon tornou-se fornicador dentro da casa paterna. Absalão acabou assassinando seu irmão e conspirando contra o trono, e Adonias apoderou-se da coroa de seu pai. Ao apresentar-nos esse quadro lamentável, o Espírito de Deus também nos permite uma olhadela além da "fachada". A respeito de Adonias ainda lemos que: "Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Porque procedes assim? (1 Rs 1:6).

Convém questionar: O que nossos filhos aprendem em nossa casa? Será que aprendem a obedecer? É claro que obediência sem amor de nada vale.

Filhos devem obediência aos pais enquanto estiverem sob a sua tutela. Uma vez casados, estão livres dessa obrigação, no entanto o dever de honrar aos pais é algo que os acompanha durante toda vida, mesmo que os pais já tenham morrido.

"Para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra" (Ef 6:3). Todos nós conhecemos uma série de casos em que ficou confirmada esta promessa. Muitos já colheram amargos frutos em sua vida porque em sua juventude não quiseram ouvir os pais. Deus pôs um término precoce à vida dos dois filhos de EIi, e dos filhos de Davi. O juízo de Deus os atingiu. “...O rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males" (1 Pe 3:12).

"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef 6:4). Será realmente necessário que Deus nos advirta a esse respeito? Seriamos capazes de provocar nossos filhos à ira? Sim, todos os pais estão sujeitos ao grande perigo de provocar desnecessariamente os seus filhos. Jônatas era já bem adulto quando Saul, seu pai, o irritou. Lemos em 1 Sm 20:34: "Pelo que Jônatas, todo encolerizado, se levantou da mesa ... " Surpreende-nos que Saul, um homem carnal, tenha procedido desta forma?

“... Mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor." Mais uma vez encontramo-nos diante da autoridade do Senhor. Ele não é apenas o nosso Salvador, mas é também nosso Senhor, ou seja, Ele tem direitos sobre nós. O Senhor nos faz exigências que visam nosso bem. Ele deseja ser o Senhor de nossos lares e também de nossos filhos.

Até agora temos comentado princípios e preceitos que deveriam ser observados em nossos lares. Vejamos agora, na seqüência, as dez casas no Evangelho de Lucas onde o Senhor Jesus esteve pessoal­mente. Este breve estudo pode ensinar-nos ainda muitas coisas:

1- Lucas 4:38-39. Na casa de Simão, a sogra deste encontrava-se acamada com febre muito alta. A febre pode ser comparada a uma inquietação ou

agitação interior. Há, em nossas moradas inquietações dessa espécie? Em caso positivo, o Senhor quer removê-las. Ele quer que estejamos em condições de servi-LO tal como a sogra de Simão.

2 - Lucas 5:29-39: Levi não apenas convidou o Senhor a sua casa, mas fez-lhe um grande banquete. Não é isso um exemplo digno de ser seguido? Esse nos lembra a hospitalidade. Ser hospitaleiro é uma bela forma de servir ao Senhor.

3 - Lucas 7 :36-50: Simão, o fariseu, convidara o Senhor à sua casa, contudo não Lhe dispensou a devida atenção: Não Lhe deu água, isto é, não Lhe concedeu refrigério, alegria; não ungiu Sua cabeça com óleo, isto é, não Lhe deu a devida honra; não Lhe deu ósculo, ou seja, não Lhe demonstrou amor. Simão per­deu a única oportunidade da sua vida. Como estamos em nossas vidas? Damos ao Senhor aquilo que Ele espera de nós? Tem Ele o primeiro lugar em nossos corações e em nossas famílias?

4 - Lucas 8:51-56: Na casa de Jairo o Senhor deixou uma recomendação importante: " ... e Ele mandou que lhe dessem de comer". A mesma recomendação vale para nós quanto aos nossos filhos. Damos-lhes alimento espiritual? Contamos-lhes as histórias da Bíblia. Aprendem elas quem é O amigo das crianças?

5 - Lucas 10:38-42: A casa de Marta nos é bem conhecida. O Senhor gostava de estar ali. Somente dois pontos importantes queremos salientar: 1) Usava-se nesta casa sentar-se aos pés do Senhor, para ouvir as Suas palavras. 2) Marta aceitou ser corrigida pelo Senhor. Ambas atitudes deveriam ser encontradas também em nossa vida.

6 - Lucas 14:1-4: Os sentimentos do Senhor doeram nessa casa do príncipe dos fariseus, pois todos procuravam para si o primeiro lugar. Será que nós não procuramos também, muitas vezes, custe o que custar, alcançar o nosso direito, ou seja, o primeiro lugar? O próprio anfitrião havia convidado somente pessoas que, por sua vez, também convidariam a ele. Atitude que denota egoísmo. Egoísmo e orgulho são propriedades pelas quais não se pode honrar ao Senhor, somente desonrá-LO. Quão abnegado e humilde era o nosso Senhor. Ele a Si mesmo se esvaziou, ou seja, desconsiderava Sua própria pessoa.

7 - Lucas 19:1-10: Zaqueu acolheu com alegria o Senhor. Nós também O acolhemos assim? O Senhor não se contenta em ser mero hóspede; Ele gostaria de ser o centro, o Senhor dos nossos lares.

8 - Lucas 19:45-46: Nesta casa, o templo, o Senhor teve de pronunciar aquelas palavras tão severas: "A minha casa será casa de oração; mas vós a transformastes em covil de salteadores." O que represen­tamos nós para a atual casa de Deus? Somos uma ajuda ou um empecilho?

9 - Lucas 22:7-13: A casa na qual o Senhor desejava celebrar a última páscoa com os Seus discípulos era uma casa que se achava à Sua disposição. Estamos também prontos a colocar nossas casas à disposição do Senhor?

10 - Lucas 22:54-62: A casa do sumo sacerdote foi a última em que o Senhor Jesus entrou. Teria sido normal e justo que essa casa O acolhesse, mas, ao invés disso, foi ali que Ele sofreu indizivelmente. Foi a casa mais terrível para o Senhor; foi ali que O trataram como se fora um malfeitor.

Caro leitor, a qual dentre essas dez casas se assemelha a sua? A Bíblia contém muitos ensi­namentos que deveríamos aceitar. A escolha, no entanto, é sempre nossa! Cada um de nós decide sobre o tipo de lar que deseja ter.

Finalizando queremos focali­zar, com brevidade, a vida de Samuel, o homem de Deus. Ela nos serve de exemplo em muitos pontos. Qual é a primeira coisa que Deus aponta na vida de Samuel? Seu ministério? Sua oração? Não, a primeira menção que se faz é a adoração (1 Sm 1:28). Já de menino Samuel era um adorador. É isso que pretendemos ver em nossos filhos? É claro que eles precisam aprender uma profissão, mas o mais importante é que os eduquemos para Deus e que eles se tomem adoradores. Já uma criança pode agradecer ao Senhor Jesus pelo que fez por ela na cruz. A adoração caracterizou o início da vida de Samuel e também o fim. Em sua casa havia um altar. Sua vida esteve, de certa forma, envolvida por uma moldura, a qual podemos denominar "ado­ração". Fruto, sem dúvida, da educação recebida no lar paterno.

Em Marcos 2: 1 lemos que logo se soube que Ele estava em casa. Como é conosco? Os outros notam que o Senhor mora lá? É Ele realmente o "Senhor" em nossas casas? Então - e tão-somente então - seremos verdadeiramente felizes.

 

E. W. BREMICKER

 

Aos Pais de Meus Netos - Análise de Famílias da Biblia - Conselhos do Novo Testamento aos Pais